Quem permanece no poder — ou ao menos dentro de um grupo político — por mais de 20 anos não será esquecido. Para o bem ou para o mal.
Falar de Ponte Preta sem mencionar aqueles que passaram pelo poder de 1997 a 2021. Assim como não dá para falar de Majestoso sem falar de Moisés Lucarelli.
Tenho uma visão clara dos motivos que levaram Marco Eberlin a se tornar o principal executivo da Ponte Preta: as péssimas gestões desse periodo de 1997 a 2021 e que foram financiadas por um Mecenas.
Espero que o torcedor compreenda o que tentarei expor a seguir.
O ego inflado, a mania de grandeza e o elitismo das gestões pré-Eberlin nos empurraram para o abismo financeiro que vivemos hoje. As dívidas e a má administração de 2017 fazem com que, mesmo após nove anos, esse período ainda nos assombre.
O tamanho da Ponte Preta é incompatível com o tamanho de sua dívida. E não estou falando de potencial . Isso a Ponte tem, e muito. A Ponte Preta seria gigante se não fossem as administrações desastrosas que a conduziram até aqui.
Além dos problemas financeiros herdados de gestões passadas — e também agravados pela atual —, Eberlin e companhia precisam lidar com a falta de equilíbrio e de “malemolência” na condução das crises.
Não é possível afirmar que, sem problemas de caixa, Eberlin estaria brigando pelo título do Paulistão.
Primeiro porque o “se” não deve fazer parte de uma discussão séria.
E, sinceramente, não sei se haveria capacidade administrativa suficiente para conduzir o clube de forma saudável, mesmo em um cenário financeiro melhor.
O fato é que as pendências das gestões anteriores nos trouxeram até aqui. Isso não é achismo, é realidade. Dívidas foram contraídas com base no suposto poder econômico de um “mecenas”, e não na real capacidade financeira do clube.
Foi justamente por essa lógica que, em 2026, a Ponte Preta se encontra insolvente. E, caso não haja um acordo judicial com seus credores — muitos deles ex-dirigentes —, teremos de nos contentar apenas em torcer para que existam jogadores aptos a entrar em campo.
(Artigo escrito por André Gonçalves-Foto arquivo Pontepress)














