A Ponte Preta não pode esquecer a temporada de 2011. Primeiro, o alicerce; depois, a busca pelo acesso

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Não é de bom tom remexer constantemente no passado. Ou adotar conceitos antigos para a atualidade. A chance de quebrar a cara é enorme. Isso não exclui a possibilidade de utilizar bons exemplos para construir bases sólidas. No atual processo de reformulação da Ponte Preta sob o comando de Fábio Moreno e Alex Brasil, considero que os frutos colhidos na temporada de 2011 não podem ser esquecidos.

Gilson Kleina era um treinador sedento por espaço em 2011. Embalou na temporada após alguns tropeços e disputou as quartas de final do Paulistão contra o Santos de Neymar. Eliminação esperada. O objetivo foi alcançado: a equipe tinha uma cara e um jeito de jogar. Titulares previamente definidos. Nem mesmo a suspensão por cinco jogos em virtude de confusões no dérbi foi capaz de quebrar a sequência e tirar a terceira colocação na Série B e o acesso.

Qual a lição? Que o próximo campeonato paulista tem que ser utilizado como uma espécie de aquecimento, de busca de qualidade para a Série B, que se prenuncia dificílima. Festa se chegar as semifinais ou finais? Lógico? Não há dúvida. Sem perder o foco do principal.

O saldo vital é a definição de uma metodologia de trabalho com começo, meio e fim e um rendimento no gramado que transmita esperança de dias felizes.

O alicerce que será montado agora é fundamental. É preciso encontrar-se preparado para os solavancos.

O que não dá mais para aceitar é o Paulistão virar antessala de pesadelo. É preciso virar a página.

(Elias Aredes Junior)