Demorei para escrever de maneira mais contundente. Tive que levar em conta que é um atleta oriundo de outro país e pela primeira vez no estado de São Paulo. Seria injusto colocar em suas costas o fracasso no quadrangular decisivo da Série C. Após a estreia diante do Primavera, ficou nítido o ganho de movimentação após a sua saída. Um time mais vertical e objetivo. Com falhas, é claro. Mas com virtudes. Diante disso, cabe a pergunta: o que fazer com Diego Torres?
Dentro do gramado, está difícil aceitar. A movimentação facilita a marcação, não há arremates de média e longa distância e a bola parada não exibe a eficiência que todos aguardam de um camisa 10. Pior: não há intensidade, força e mobilidade para colocar os companheiros na cara do gol. Por outro lado, colocar no banco de reservas seria a confissão do fracasso no investimento. Repito: o que fazer?
O baixo rendimento pode ser motivado por problema pessoal? Problema físico? Algo relacionado a parte mental? Não sabemos. Seja qual for o entrave, o clube precisa dar o suporte necessário para o jogador retomar o rendimento esperado.
Jogadores não são máquinas, é verdade. Precisam ser tratados com dignidade. Mas alongar o período de espera e expectativa é desperdiçar dinheiro e colher frustração. Diego Torres tem potencial para fazer a diferença no Guarani. Mas isso precisa aparecer. Antes que seja tarde.
(Elias Aredes Junior- Com foto de Raphael Silvestre-Guarani F.C)













