Às vésperas do decisivo confronto contra o Cruzeiro pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, existe um obstáculo a ser trabalhado, que é o atraso de salários dos jogadores e da Comissão Técnica da categoria sub-20 da Ponte Preta. A estimativa é que o atraso chegue a oito meses, de acordo com informações apuradas pelo portal.
A situação dramática extracampo contrasta com a entrega dos jogadores dentro das quatro linhas. Na fase anterior da Copinha, a equipe — composta majoritariamente por atletas do sub-17, mais jovens que a média da categoria — a Macaca protagonizou uma classificação heroica nos pênaltis contra a Francana, após buscar o empate no tempo normal.
A insatisfação do elenco vai além da questão financeira. Segundo relatos, há um sentimento de abandono institucional. A mágoa principal desses garotos não é só a falta de pagamento. É a falta de consideração, de uma explicação, de uma justificativa.
O relato torna-se mais alarmante ao expor a realidade dos funcionários de apoio que dão respaldo. Pasmem: alguns profissionais estariam sendo obrigados a buscar trabalhos informais fora do clube apenas para garantir a própria alimentação. Uma situação constrangedora para uma instituição centenária de 125 anos.
A crise financeira virou protagonista na disputa política interna. Os dois lados, situação e oposição, mesmo que indiretamente, parecem desejar a crise na Ponte. Porque é mais fácil posar de herói e benfeitor na hora que a solução aparecer. O clube parece o corredor de um hospital onde ninguém quer assumir a responsabilidade pelo paciente. Esperamos que essa realidade seja alterada.
(Foto: Divulgação Pontepress)















