Matheus Costa está na berlinda. Nutre rejeição no Guarani. Em parte pelas duas derrotas colhidas diante da Ponte Preta no quadrangular decisivo da Série C. Também não dá para ignorar que, apesar de se verificar o seu esforço para armar uma equipe competitiva, nada acontece. As movimentações são travadas, a armação de jogadas é pífia e o repertório resume-se aos contra-ataques puxados por Mirandinha. Pouco, muito pouco. Quase nada.
O treinador bugrino enfrenta outro obstáculo silencioso. É algo subjetivo e fator decisivo para técnicos darem resultados. Vou apontar como integração com o espírito bugrino. Esqueça Carlos Alberto Silva. É a exceção das exceções. Assim como Daniel Paulista. Mas técnico para dar certo no Guarani precisa ter uma história com o clube no passado. Uma passagem como jogador ou até auxiliar. Exemplo prático: Vadão foi jogador do clube nas categorias. Giba foi lateral-direito do time profissional. Vilson Tadei foi jogador.
Querem mais? Thiago Carpini foi abraçado pela torcida porque tinha sido jogador e depois auxiliar técnico, antes de assumir em período delicado. Sabia o que era o Guarani. O critério pode ser estendido para Umberto Louzer. Quando jogador, era volante e tinha sintonia com a torcida. Era auxiliar da casa quando Fernando Diniz saiu. Depois, ele foi respaldado por Oswaldo Alvarez, o Vadão para assumir a equipe. Foi campeão da Série A-2, ganhou Dérbi e o resto é história.
Os resultados não ajudam Matheus Costa. Mas infelizmente para a torcida ele é um forasteiro. Um estranho no ninho. Alguém sem história e conexão com o Guarani. Nesse caso, só resultados rápidos podem ajudar a tirar esse peso da costa. Como isso não aconteceu, ele sempre entra em campo sob pressão.
Matheus Costa precisa melhorar. Fazer um arroz com feijão bem feito, colocar os jogadores nas suas devidas posições e vencer. Esse é o único remédio.
(Elias Aredes Junior com foto de Raphael Silvestre-Guaranipress)













