Matheus Costa estava demitido pela manhã. Foi readmitido pelo Guarani no final de tarde. Uma história que resume a falta de rumo e de eficiência administrativa. O resumo está na reportagem feita por Julio Nascimento para o portal Globo Esporte.
Existe um trecho da reportagem que beira ao inacreditável. Por intermédio da assessoria de imprensa, o presidente Rômulo Amaro, encaminhou ao repórter a seguinte declaração: “Após analisar todo o contexto e ouvir membros da diretoria, do staff e algumas lideranças do grupo de atletas, chegamos à conclusão de que Matheus seguirá no comando da equipe. Tivemos, sim, uma conversa acalorada com o treinador, que também está insatisfeito com os últimos resultados, na qual houve uma cobrança muito séria por uma mudança grande de postura do time – algo com o qual ele concordou plenamente, já na próxima rodada. Agora, o nosso foco é total no próximo confronto contra o Santos, na nossa casa, onde precisamos conquistar um grande resultado”, escreveu o dirigente.
Você pode considerar a declaração sincera. Ou uma atitude de transparência. Na visão deste jornalista, é apenas a declaração de um dirigente sem rumo e que apura opinião de diversas pessoas para, no fundo, não chegar a lugar nenhum.
A pergunta deve ser feita: e se ocorrer um tropeço diante do Santos? Qual será o argumento para segurar o técnico com mais cinco jogos para serem disputados e com a necessidade de somar de sete a oito pontos para escapar do rebaixamento? Talvez ninguém tenha a explicação.
Não advogo pela demissão de Matheus Costa. A abordagem é outra. Pouco importa quem senta no banco de reservas. Não há técnico que dê jeito em uma equipe cujo investidor tem maior peso que o presidente, que é recém eleito e com um curriculo cuja marca reluzente é o último lugar na Série B do Campeonato Brasileiro de 2024.
Se você aprecia ou detesta Matheus Costa, algo não pode ser ignorado: ele merecia ser tratado de maneira mais digna.
(Elias Aredes Junior com foto de Raphael Silvestre-Guarani F.C)















