Ponte Preta: hora de menos mimimi e mais ação

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Três jogos. Duas derrotas e um empate. Ultima colocada de seu grupo. A Ponte Preta não tem um bom início de temporada. Fato. Porém, mais do que números ruins, a Macaca tem apresentado um futebol ruim.

Em campo, a equipe comandada por Vinícius Eutrópio tem inúmeras falhas, até mesmo no esquema tático, mal desenhado. Há problemas de posicionamento da zaga, limitações nas laterais e a nítida ausência de um camisa 10 criativo. Tudo isso preocupa seu torcedor que não repete incansavelmente:  “seis equipes cairão para a série A2”.

As perguntas, por sinal, são muitas. De quem é a culpa? Vinícius Eutrópio deve sair? Porque o rendimento caiu tanto quando comparado ao de 2015? A Ponte tem potencial para reagir? Quando a reação virá?

A reabilitação em campo pode começar neste domingo, no Moisés Lucarelli, diante do Botafogo. Não será um confronto fácil, porque o adversário também não vem de uma sequência boa, tendo 2 pontos entre os 9 disputados. Mas, além do resultado do placar, que nem sempre é fruto de uma superioridade de grupo, é preciso olhar para a situação do clube mais a fundo.

Essa semana, o gerente de futebol da Ponte, Gustavo Bueno, saiu em defesa de Eutrópio. Pediu paciência e revelou confiança no trabalho da comissão técnica. De fato seria leviano culpar o treinador porque, se estamos falando em culpados, é justamente o gerente de futebol o maior responsável pela campanha ruim.

Ok. O time perdeu peças importantes como Marcelo Lomba, Fernando Bob, Biro Biro e Rodinei. Mas é trabalho da diretoria repor esses atletas, especialmente quando o clube anuncia “seu maior patrocínio da história na parte frontal da camisa.”

Se as peças certas não chegaram, é evidente que o olhar de quem as procura não está assim tão afiado com o do gramado. A aposta no treinador é reflexo disso. Partimos do pressuposto que a diretoria da Macaca deve conhecer seu elenco, sua comissão técnica, acima de tudo. Mas, até agora, não demonstra isso. E não terá muito tempo para se recompor. Hora de menos “mimimi” e mais “ação”.

(análise escrita por Adriana Giachini)

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