Às vésperas do Dérbi 213, Diretoria Executiva da Ponte Preta busca absolvição com o torcedor pontepretano. Vai dar certo?

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Como nunca deixo de me posicionar, eu digo: espero que Elvis retorne e dê alegrias a torcida da Ponte. A noticia que ele busca uma reconciliação com a Diretoria Executiva, dada por Lucas Rossafa é um alento para um torcedor tão sofrido.

No entanto, o relato de que cogitam dar aumento de salário é um absurdo se levarmos em conta a situação financeira do clube. A saúde contábil de uma agremiação não pode ficar submetida aos caprichos de um jogador. Importante? Sim. Mas a instituição é maior. Os jogadores passam. A instituição fica.

E outra: evidente que as contratações anunciadas são importantes não somente para tentar escapar do rebaixamento – como acho que dá- como para a Série B. São atletas que vão encorpar um elenco combalido e sem confiança.

Mas não vamos esquecer do principal: tudo isso é um movimento da Diretoria Executiva e do Departamento de Futebol profissional para buscar uma ABSOLVIÇÃO junto a torcida em relação ao péssimo planejamento de 2026 e a demora para buscar uma solução para o Transferban. Sim, só pelo fato da CBF e da Fifa autorizarem que, dentro de regras estabelecidas, que o débito seja pago por terceiros já fica claro que o quadro poderia ser resolvido antes de chegar no estágio em que chegou.

O que os dirigentes da Ponte e de qualquer clube não aprendem é que não existe essa de exibir perfeição. Dirigentes são seres humanos. Erram. Cometem equívocos. Acertam. Tropeçam. E essa Diretoria errou em demasia. Buscar absolvição junto a torcida não é de bom-tom. Se não querem admitir os erros, beleza. Mas querer transmitir a sensação de que só acertam não dá para aceitar.

Somar um ponto em cinco rodadas é prova cabal de que algo saiu errado. Isso não será apagado. Mesmo se vencer o Dérbi 213. Agora, se alguém acreditar neste processo de absolvição e bater palmas, tudo bem. É um direito. (EAJ)

(Elias Aredes Junior-com foto de Marcos Ribolli-Pontepress)