Em determinadas ocasiões, o resultado importa menos do que as mensagens transmitidas. A Ponte Preta foi até a Neo Química Arena e a derrota por 3 a 0 na abertura do Paulista terá que ser assimilada. No primeiro tempo, a defesa se portou bem, apesar de rebotes proporcionados pela zaga. Diego Leão rendeu sem sustos, Saimon não comprometeu em boa parte do tempo e o rendimento técnico abriu o horizonte para uma temporada de, no mínimo, sem sustos. Isso na defesa.
Apesar de integrantes do Departamento de Futebol Profissional desdenharem da opinião da crônica esportiva e das redes sociais, um ponto deve ser abordado: a pobreza ofensiva da equipe pontepretana. É o Corinthians? Sim. Um time com maior poderio financeiro? Com certeza. A Neo Química intimida? Não há dúvida. A derrota por 3 a 0 reflete a disparidade econômica e técnica? Só não vê quem não quer.
Isso não pode esconder que, na maior parte do jogo, a Macaca ficou na dependência de bola longa e que pudesse vencer os adversários na força física. Elvis, por uma questão de mobilidade de sua parte, foi marcado com relativa facilidade em boa parte do tempo e mesmo jogadores como Bruno Lopes e Diego Tavares ficaram mais preocupados em atuar sem a bola do que ameaçar o gol adversário.
A derrota por 3 a 0 não é para decretar um sentimento alarmista. O ano está no começo e seria normal uma equipe vencedora da Copa do Brasil faturasse os três pontos e aplicasse um placar clássico diante de uma agremiação recém-chegada da terceira divisão nacional. Só que esconder a pobreza de repertório ofensivo da Macaca é algo que uma hora ou outra deverá ser tratado.
Dá para apostar que o confronto diante do Velo Clube é a hora da verdade. Vai enfrentar um oponente retrancado. Terá que mostrar repertório para furar a retranca. Caso contrário, aquilo que está ruim nos bastidores poderá piorar.
(Elias Aredes Junior-Com foto de Marcos Ribolli-Pontepress)













