Dérbi 213 e a lição que não pode ser esquecida: não existe vencedor de véspera!

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O Guarani jogou e venceu a Portuguesa no Canindé. O resultado é que fatos precisam ser analisados com serenidade.

A primeira é que a campanha do Guarani é superior da Ponte Preta. Um time tem oito pontos. O outro somou um. Também não podemos ignorar que será o único clássico do ano. Quem perder está lascado. Haja gozação.

Ao incluir outros ingredientes como estádio lotado e a boa fase de Caíque França e a eficiência nas bolas paradas  podemos chegar a conclusão de que o Guarani é favorito.

Aviso: favorito não quer dizer que vá ganhar. Quem conhece minha linha de trabalho sabe que sempre aponto favoritos no clássico. Vou abrir exceção. Apesar de reconhecer a superioridade bugrina atual, nunca o jogo mais emblemático do futebol campineiro teve tantas armadilhas.

Primeiro, pegue o retrospecto do final de semana passada com clássicos.

O Flamengo poderoso perdeu do Fluminense.

O Atlético Mineiro, tido como um time de baixo astral, ganhou de virada do estrelar Cruzeiro e no Beira-Rio, o Internacional, que lutou contra o rebaixamento no Brasileirão, meteu quatro gols no Grêmio apontado como vencedor por antecipação.

Ah, então quer dizer que a Ponte Preta vai vencer? Nada disso. Os jogos só mostraram que a Comissão Técnica bugrina deveria ficar atenta.

Existe um fato: Matheus Costa tem dificuldade em Dérbi. Disputou três. Empatou um e perdeu dois. Não é pela derrota em si, mas nos dois jogos do quadrangular final da Série C, o seu trabalho foi ruim.

Fracassou nos dois jogos.

O time não vibrou.

Foi presa fácil para a Ponte Preta.

Agora, o torcedor bugrino não admite perder os três pontos. Empate é derrota. Ele vai saber administrar essa pressão? Vai suportar a cobrança que vem até mesmo antes do jogo contra a Portuguesa? Matheus Costa não tem saída. Precisa responder e de modo satisfatório.

E neste contexto que a Ponte Preta poderá surpreender. O time é fraco? Era. Com os reforços contratados a toque de caixa virou uma incógnita.

Desentrosado? Com certeza.

A crise financeira abalou o clube? Não há como negar. Mas não há esconder a capacidade demonstrada por Marcelo Fernandes nos dois Dérbis do ano passado. E convenhamos: montar uma retranca com um velocista e um goleiro azeitado é muito mais fácil do que armar uma equipe propositiva.

Poderia citar inúmeras falhas da Macaca, mas é de bom-tom citar as virtudes.

Cristiano é um armador objetivo e Jonathan Cafu pode ser o protagonista que todos esperam. Sem contar a raça e superação de Pacheco e a criatividade objetiva de Cristiano.

É suficiente para vencer o Dérbi? O gramado dirá. Mas que fique claro: em um clássico tão equilibrado na parte histórico, não existe vencedor de véspera.

(Artigo de Elias Aredes Junior-Foto-Arquivo Só Dérbi)