Roger virou o maior artilheiro da Ponte Preta no Século. Balançou as redes por 60 vezes, um gol a mais que Washington. É o típico número pronto para enganar gente que não acompanha futebol.
Ninguém quer desmerecer a trajetória de Roger. Identificado com a Macaca, torcedor declarado, teve participações importantes no Brasileirão de 2012 e várias edições de Série B, quando foi protagonista e ajudou a alvinegra em vários momentos.
Mas não há como comparar com Washington.
O “Coração Valente” marcou seus gols em campeonatos com maior grau de dificuldade. Suas atuações permitiram a Macaca chegar em semifinal de Copa do Brasil, Paulistão e encarar jogadores muito mais qualificados do que os atuais.
Mais: sua passagem pela Macaca foi tão marcante que ele alcançou a Seleção Brasileira. Pare e pense: com esses 60 gols, em alguma oportunidade, o atual camisa 9 pontepretano chegou a ser cogitado para defender a amarelinha?
Sua carreira é elogiável. Atuar em Botafogo e Corinthians não é para qualquer um. Mas ainda assim ele deve prestar reverência ao ex-companheiro de profissão.
Valorizar em demasia o recorde de Roger (e que merece os parabéns) indiretamente colabora para colocar em patamar igual dois jogadores que estão em andares bem diferentes. É duro, mas é a realidade.
(Elias Aredes Junior)