Análise: mini meta é a vacina contra crises no Guarani

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Toda vez que assume o Guarani ou outra agremiação, o técnico Oswaldo Alvarez utiliza uma metodologia para acumulo de pontos, no qual chama de mini metas. Na prática, a cada conjunto de jogos, ele determina a busca da pontuação que deixe o time, na pior das hipóteses ainda nas imediações da zona de classificação.

Nesta Série B do Campeonato Brasileiro, a mini meta inicial estabelece a conquista de 10 pontos até a sexta rodada, quando vai encarar o Paraná em Curitiba. Hoje, o alviverde já tem seis pontos. Ou seja, um empate contra o Vila Nova e um triunfo contra o Boa Esporte já fazem o confronto diante do Paraná ganhar contornos de “poupança”.

O ganho principal nem é esse. A estratégia das Mini metas é uma vacina contra crises de curtíssimo prazo junto a torcida, imprensa e dirigentes.

Exemplo prático: se o Guarani colher uma derrota contra o tricolor paranaense, os críticos de plantão serão destroçados com o seguinte argumento caso o Alviverde tenha somado quatro pontos nas rodadas anteriores: “Não há o que temer pois estamos dentro da mini meta”. Em contrapartida, uma derrota para o Vila Nova faz com que a comissão técnica receba de presente um discurso acabado: ainda temos as partidas contra o Boa Esporte e Paraná para cumprir o planejamento estabelecido.

As mini metas produzem tranquilidade ao elenco. Observam a competição sob uma perspectiva de médio prazo, sem afobação para produzir resultados imediatos e sem perder de vista a construção de uma equipe sólida sob o ponto de vista tático.

Talvez seu único aspecto negativo é que uma sequência de derrotas aumenta a pressão nas mini metas seguintes. Mas pelas outras passagens, Vadão tem motivos para acreditar na eficácia da vacina e sua ação sobre as bactérias da derrota. Sorte dele.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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