Em 28 dias, tudo mudou e nada foi alterado no Guarani. Não entendeu? Então leia o texto!

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No dia 25 de agosto, o Guarani entrou em campo para encarar o América Mineiro. Perdeu por 3 a 2, continuou na lanterna e a gestão de Thiago Carpini parecia destinada a mais um fracasso. Em 28 dias, tudo mudou. O Alviverde está com 25 pontos, saiu do Z-4 e mesmo que oscile de agora em diante a tendência é que continue competitivo. Tudo mudou. Ou nada mudou?

Alguns fatos não foram alterados. O principal é que o campeonato é de baixo nível técnico e muito nivelado por baixo. Equilibrio calcado na falta de qualidade.  Inclusive com os times ponteiros serem incapazes de retirar pontos das equipes mais fracas. Prova? Basta recordar que na Série B do ano passado, o 16º  colocado era o Paysandu com 25 pontos.

Os quatro últimos era o Brasil de Pelotas (25), São Bento (25), Sampaio Correa (21) e Boa Esporte com 18 pontos e quase que em situação irreversivel. Hoje, o Vila  Nova abre a zona da degola com 24 pontos e três times com 23 pontos: São Bento, Criciuma e Figueirense.  Ou seja, a disputa continua aberta. Não dá para piscar o olho.

Outro fato que não mudou é a limitação do time bugrino. Ou você torcedor, confiaria se Ferreira fosse escalado? Fica tranquilo com Bruno Souza? E Filipe Cirne? Aprecia ainda o futebol de Vitor Feijão? Pois é, a falta de qualidade ronda o Brinco de Ouro.

Qual o mérito de Thiago Carpini? Para começo de conversa tem uma filosofia clara de jogo na cabeça e caminhou pelo método de tentativa e erro até encontrar a versão final. E qual é? Uma equipe compacta, que busca tocar a bola, capaz de trabalhar a bola pelos lados do campo e que conta com um atacante de referência. No sistema defensivo, Deivid atua quase como um terceiro zagueiro. É um caminho. Na parte emocional soube trabalhar a confiança dos jogadores, de acreditar. Antes, um adendo: falar que jogador é bom ou ruim é prerrogativa do jornalista esportivo. Sempre.

Além disso, existe um aspecto que Carpini soube trabalhar bem. Por conhecer o clube e ter sido jogador já em época de crise política, ele sabe como as confusões de bastidores podem arrebentar com qualquer ambição. Em cada entrevista coletiva a sua atuação é como uma vacina para evitar que o vírus da vaidade dos dirigentes atrapalhe o ambiente do clube. Por enquanto, soube conduzir com eficiência.

Acabou? Permanência assegurada? Nada disso. O Guarani vai oscilar no campeonato. Terá atuações boas e outras ruins. E não podemos esquecer. O sufoco só acontece em virtude das trapalhadas do ex-presidente Palmeron Mendes Filho e da montagem equivocada feita por Fumagalli. Mas pelo menos agora é competitivo. Abriu uma luz no horizonte. Não é pouco.

(Elias Aredes Junior- foto de David Oliveira- Guaranipress)

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