Ponte Preta, um clube que precisou deixar (quase) tudo igual para mudar. Leia e entenda

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A Ponte Preta mudou sem alterar nada. Fique tranquilo. A frase não é conflitante. Expressa apenas os novos tempos da política pontepretana e suas consequências.

Na parte administrativa, o tempo vai construir o julgamento que a torcida pontepretana terá sobre a gestão de Marco Antonio Eberlin. Ou seja, se será boa ou ruim. Algo é nítido: o dirigente máximo entende do assunto, algo que não se verificou talvez nos últimos 20 ou 30 anos. O último presidente que entendia do riscado foi Pedro Antonio Chaib. Fato.

É uma mudança. Fato. Só que para alterar o rumo da instituição a diretoria teve que abrigar o diretor financeiro Gustavo Valio, que já ocupou a função nas administrações de Vanderlei Pereira e José Armando Abdalla Junior. Ou seja, para viabilizar uma mudança, a Macaca não alterou nada. Um conceito que pode ser esticado ao comando do Conselho Deliberativo.

A “mudança sem alterar nada” é verificada na Comissão Técnica. O técnico é o mesmo. Gilson Kleina chega fortalecido após salvar a Macaca da Terceira Divisão nacional.

Renovou contrato e ganhou confiança da presidência da Diretoria Executiva.

Então nada vai mudar? Ledo Engano.

Com Nenê Santana de auxiliar técnico fixo a estrada fica aberta para que com o mesmo técnico a Ponte Preta viabilize outra metodologia de jogo. Saída de jogo a partir da defesa, a construção do meio campo, o relacionamento com os atletas…o quadro deve mudar. Para valer.

De certa maneira, o conceito é algo admitido pelo próprio Gilson Kleina durante a entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira. “Fico muito feliz de trabalhar ao lado do Nenê Santana. Ele é um conhecedor da Ponte Preta e tem uma história vitoriosa. Foi um jogador que se destacou com essa camisa e profissionalmente a gente conversa diariamente. Nenê tem uma percepção e uma visão do lado técnico e do atleta. Ele agrega ao nosso trabalho. Também quero ouvir o que pode melhorar em termos de posicionamento. Ele é uma das referências de zagueiro do futebol brasileiro. Espero que possa ajudar o Nenê Santana. Ele é um ser humano do futebol e isso é muito legal porque vive só isso. No lado humano, uma pessoa sensacional e uma história de vida bem legal. Pessoa sensata e equilibrada. Espero que tenhamos essa unidade por todo o ano”, disse o treinador durante a entrevista coletiva.

Pois é. A Ponte Preta ficou igual. E ao ficar igual ela tenta mudar.

(Elias Aredes Junior- Foto de Diego Almeida-Pontepress)

CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA COLETIVA DO TÉCNICO GILSON KLEINA