segunda-feira , 18 junho 2018
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Por que a depressão e a síndrome do pânico deveriam preocupar o futebol campineiro

Anthony Bourdain era famoso. Reconhecido por seus programas de culinária. Tinha depressão. Cometeu suicídio. O mal do século 21 não poupa ninguém. Imagine no futebol. Alguns dados são alarmantes e deveriam merecer reflexão.

Há 11 anos, uma pesquisa realizada pela Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol – FIFPro – em 11 países chegou a um número alarmante: pouco mais de um terço dos entrevistados sofriam ou já haviam sofrido com sintomas de depressão. Imagino que hoje os índices são ainda mais deploráveis.

No ano passado, a competente jornalista Gabriela Moreira retratou que apenas cinco clubes brasileiros disponham de um profissional dedicado a cuidar da parte emocional dos jogadores: Atlético-PR, Flamengo, Santos, São Paulo, Sport e Vasco mantêm trabalho contínuo e diário com psicólogos.

Vamos abraçar a realidade campineira. Ponte Preta e Guarani são times médios. As torcidas têm fome e sede de crescimento. Não querem voltar a viver a rotina de rebaixamentos e humilhações. Imagine a pressão em cima dos jogadores. Dúvidas, ansiedade, tristezas, alegrias… Às vezes tudo junto. Às vezes uma sequência de duas ou três derrotas derrubam não só o torcedor, como também os atletas. São seres humanos. Feitos de carne e osso. Não são máquina.

Pressão que pode ser estendida aos treinadores, preparadores físicos, jornalistas esportivos…Opa! Como assim? Sim, os profissionais de imprensa também são submetidos às armadilhas da depressão e da síndrome do pânico. O medo de não ter o seu trabalho aceito, o medo do ostracismo e da solidão, o receio de ser vítima da competição desleal na própria profissão. Quem faz o show corre o risco de ser acometido de uma grande tristeza. Quem retrata o espetáculo não está imune.

Que o mundo do futebol em Campinas desperte para esse problema. Para que não apareçam outros Anthony Bordain’s no futebol campineiro.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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2 Comentários

  1. Marcos Garcia Costa

    José Armando Abdala pontepretano de raiz, ex-Presi-
    dente do Conselho Deliberativo. Também ex-atleta do clube.
    Representa para a coletividade Pontepretana grande.
    esperança de mudanças, capazes de recolocar o clube em patamares acima daqueles encontrados ao assumir a Presidência da Ponte Preta.
    Está a merecer toda confiança de nós torcedores, visto que não podemos debitar a ele, especificamente, a atual situação do clube!
    Teve coragem, obstinação e demonstrou amor ao clube quando assumiu em meio a grande tormenta, em. função de fatos por todos conhecidos.
    Que Deus o ilumine Abdala! Não desista e continue o trabalho que se propôs a realizar!
    Não se submeta! Continue sendo o Presidente de fato e de direito! Faça o que outros foram incapazes de
    Fazer, trazendo de volta o nosso torcedor ao templo
    alvi-negro; O MAJESTOSO! Mesmo contrariando alguns, mas beneficiando a Ponte Preta, valorizando seu Estádio e nunca menosprezando-o como já foi tentado!

  2. Oi Elias. Parabéns pelas colocações sensatas a respeito desse tema tão urgente.

    Doenças como depressão, síndrome do pânico e transtorno de ansiedade são mais comuns do que imaginamos. Eu sei muito bem disso. Há muitas pessoas, e algumas que nem imaginamos, tomando remédios tarja preta por aí. Evidentemente, isso não é algo que se posta no Facebook. Ninguém gosta de abrir esse tipo de dificuldade, ainda mais em uma sociedade preconceituosa como a nossa.

    No entanto, esses problemas, graças a Deus, podem ser tratados e solucionados. Há cura para todos eles. A cura passa por tratamento com psicólogos qualificados. Pode envolver, se necessário, o uso sensato de medicações prescritas por psiquiatras competentes. Envolve também reajustes na mentalidade e no estilo de vida. E, permita-me, caro Elias, expressar minha fé: Jesus prometeu água da vida para saciar a sede existencial das pessoas. Portanto, Ele é capaz de auxiliar no tratamento dessas doenças de modo único. Ele é o Salvador do mundo.

    Aliás, Elias, gostaria de expressar, nesse local, um pouco do arrependimento que eu sinto por ter, às vezes, discordado de você com um tom muito forte. Acredito na liberdade de diálogo e na necessidade de discordâncias. Mas reconheço que o meu tom poderia ter sido mais amigável em diversas situações. Peço desculpas por isso.

    Do fundo do coração, desejo-lhe muita alegria e paz.

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