O planejamento idealizado pelo Guarani nas contratações de Rafael Silva e Paulinho praticamente foi por água abaixo neste mês. Contratados com o status de protagonistas, os jogadores não balançaram as redes e ficaram mais tempo dentro do departamento médico do que dentro de campo. Passaram a ser coadjuvantes e perderam espaço no elenco.
O comportamento da dupla mexeu com as estruturas dentro do Brinco de Ouro e a diretoria se frustrou com a falta de retorno após grandes esforços. Diante desse cenário, o técnico Lisca prefere valorizar a retomada de renegados como Luiz Fernando, Gabriel Leite e Juninho, que serão atletas importantes na composição do grupo nas últimas rodadas da Série B.
Rafael Silva tem mais chances de voltar a atuar em relação a Paulinho, mas além da preocupação física terá que se preocupar com a relação abalada com torcedores. O atacante do Bugre desabafou contra as críticas em sua conta no Facebook e virou alvo dos bugrinos. Já Paulinho, emprestado pelo Flamengo, completará um mês no departamento médico na próxima semana. Alegando dores nas costas, não há previsão de volta.
Somado a isso, uma das questões que já está em pauta no Bugre é o baixo rendimento de alguns atletas. A direção do alviverde já admite que saídas irão ocorrer em breve, alguns talvez até mesmo antes do fim do torneio nacional. Nomes que atuaram pouco ou sequer atuaram.
O Guarani aguarda a definição da permanência na Série B para começar a discutir a montagem do elenco para a Série A2. O nome de Lisca agradou aos diretores, mas uma extensão do vínculo será debatida com o treinador gaúcho após o Brasileirão. Além de Fumagalli, que vai oficializar a aposentadoria, 70% do elenco deve ser reformulado.
(texto e reportagem: Júlio Nascimento/foto: Gabriel Ferrari-GuaraniPress)













