domingo , 18 novembro 2018
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Amoroso, ídolo de fato e de direito do Guarani. O resto é papo furado!

O Guarani é um clube centenário. Forrado de ídolos. Gente que balançou as redes e fez histórias. Alguns se entregam de corpo e alma ao clube.

Estão dentro de sua estrutura, como Renato Morungaba, João Paulo e Bozó.

Merecem aplausos.

Entusiasmados. Márcio Amoroso é diferente. Muito diferente. É o único que pode reivindicar a chancela de ídolo de fato e de direito do clube.

Não nego que o Guarani teve artilheiros, jogadores talentosos, armadores diferenciados e capazes de arrancar aplausos e lágrimas de felicidades. Isso ninguém vai apagar.

Só que, no primeiro instante, estes astros deixaram os torcedores órfãos. Perguntam do Guarani e o ex-atleta por vezes finge que não é com ele. Simplesmente não fala. Trata o Alviverde como o pai que abandona o filho e só aparece para reivindicar a paternidade no aniversário.

Pense quem aparece nas comemorações do título de 1978, aniversário do clube entre outros eventos e sabe do que falo. Aliás, pior: alguns nem aparecem.

Amoroso segue rumo inverso. Poderia fazer diferente. Atuou no Flamengo, Udinese, Borussia Dortmund e foi campeão pelo São Paulo. É tratado com reverência por essas camisas.

Não adianta: a palavra inicial é direcionada ao Guarani.

A declaração de amor não foi realizada quando o Guarani disputava títulos. Foram nos jogos da terceirona nacional, nos rebaixamentos, quando a confusão parecia destinada a destruir o clube.

Amoroso defendeu sua paixão. Na podre. Gratidão deve ser prioridade na sua vida. Sabe que sem a estadia no Brinco de Ouro a sua vida não teria o rumo traçado.

A retribuição da torcida não poderia ser mais justa: carinho, aplausos, reconhecimento, amor incondicional para um atleta com 44 jogos com a camisa bugrina.

Se perguntar a qualquer torcedor, Amoroso dirá que são 44 confrontos que equivalem a 440. Tudo isso porque Amoroso sabe administrar o patrimônio construído. Assim como seu mestre, o falecido Carlos Alberto Silva, que treinou Porto, Seleção Brasileira, São Paulo, Cruzeiro e nunca ignorava os anos que passou em Campinas. “O Guarani nunca esquece da gente”.

Era a frase dita pelo treinador. O Guarani e sua torcida não esquecem Carlos Alberto Silva e Amoroso porque reconhecem que as demonstrações de amor destes dois personagens não é teatro fake, e sim uma história com começo, meio e fim. E que merece aplausos. De pé.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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