Análise: Como a Ponte Preta pode parar Lucas Crispim? De que forma o camisa 10 pode fazer a diferença para o Guarani?

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Seja com Yuri ou Guilherme Lazaroni, o torcedor da Ponte Preta nunca esteve plenamente tranquilo com a lateral-esquerda Ponte Preta. No clássico marcado para esta terça-feira, às 19h15, contra o Guarani, a dor de cabeça pode ficar acentuada. Tem nome e sobrenome: Lucas Crispim.

O camisa 10 do Alviverde foi revigorado no gramado por Felipe Conceição. Do jogador cadenciado e disperso com Thiago Carpini e Ricardo Catalá, surgiu um atleta dinâmico, rápido e autor de transição soberba pelo lado direito. Muito bem auxiliado pelo lateral direito Pablo.

Enganam-se aqueles que apostam em queda de produção do camisa 10 do Guarani pela ausência do companheiro de equipe em virtude da Covid-19. Crispim já mostrou capacidade de ser dinâmico e decisivo mesmo sem contar com um partner de qualidade. Não descarto a hipótese de Conceição realizar uma dobra ofensiva por aquele lado, ora com Murilo Rangel ou até com o volante Bruno Silva iniciando a jogada, dada a sua qualidade do passe.

Antídoto para a Ponte Preta? Simples e direto: Camilo precisa passar a preocupar os oponentes. Lucas Crispim tem melhor raio de ação quando não há poder de criação do outro lado. Agora, quando existe um fator decisivo, as dificuldades são notórias.

Basta recordar a performance de Alê, do América Mineiro, que fez Crispim muitas vezes retornar ao campo de defesa para auxiliar na marcação. Automaticamente, seu poder de criação ficava em segundo plano.

Camilo deveria utilizar isso como referência. Crispim sabe do seu papel de decisão. E se a Ponte Preta quer colher algo de positivo, precisa anulá-lo.

Camilo e Lucas Crispim. Na produção destes dois armadores pode encontrar-se a chave do sucesso de uma ou de outra equipe.

(Elias Aredes Junior- Thomaz Marostegan/Guarani FC.)