Análise: Eles sabem o quanto machucam o coração bugrino?

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Trabalho há mais de um ano na Rádio Brasil e uma das componentes da equipe de jornalismo tem uma paixão: o Guarani Futebol Clube. Seu nome: Camila Godoy. Amar o clube  é herança de Familia. Em nossas conversas, Camilla  transparece sua indignação com a atual fase da equipe e a presença na zona do rebaixamento.

Acompanha os jogos com sofrimento ao lado dos pais e do irmão, todos bugrinos. Ou seja, o Guarani não é um passatempo, uma diversão ou algo distante para ser jogado fora. É algo integrante no cotidiano, nas relações e no diálogo familiar. Cada gol é uma alegria indescritível. Uma derrota é passaporte para um dia seguinte de tristeza e resignação.

A cada conversa com Camila eu chego a conclusão de como o futebol do Guarani está arrebentado e sem rumo.

Será que em alguma oportunidade os integrantes do Conselho de Administração pensam nas consequências de seus atos? O Conselho Deliberativo analisa e toma suas decisões baseados neste exemplo que acabei? Tudo é feito friamente sem pensar naquilo que está em jogo? Digo o quanto o Guarani está integrado na vida de muitas pessoas? Pois é.

Quando o hino oficial afirma “nossa família bugrina tem raça e tradição” não é uma frase de efeito. Não é algo sem nexo e fantasioso. É real. Está presente em cada rua e bairro de Campinas. Famílias inteiras que reproduzem em seus lares um pedacinho do estádio Brinco de Ouro. Camila e aqueles que estão ao seu redor não são exceções. É regra.

A hora que tais sentimentos forem levados verdadeiramente em consideração, o Guarani viverá dias melhores.

(Elias Aredes Junior)