terça-feira , 20 fevereiro 2018
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Análise: Lucas Kal não pode pagar sozinho pelos erros defensivos e coletivos do Guarani

Fazer terra arrasada com os erros defensivos na vitória do Guarani por 3 a 2 diante do Batatais, na última rodada, é uma demasia. É coisa de quem espera demais de um time mediano, do nível da maioria dos candidatos ao acesso na Série A2.

Perguntei para o técnico Umberto Louzer na coletiva se ele reconhecia que o rendimento na defesa foi abaixo e ele mesmo admitiu. Quer treinar para melhorar. E ele está no caminho certo.

O alvo da vez é o jovem Lucas Kal. Destaque na base do São Paulo, campeão da Libertadores sub-20, campineiro, filho de um bugrino e que fez um papel muito bom na pré-temporada.

Errou em algumas momentos? Sim. Como muitos outros erraram em vários lances.

Não estou aqui para tirar o direito democrático do torcedor de achar um jogador bom ou ruim. E não acho o Kal incontestável. Apenas acredito que seja preciso avaliar outros aspectos.

Kal não é diferente porque cresceu acompanhando jogos no Brinco. Ele sente vaias, derrota, cobranças e tudo que outros atletas também sentem. Ele também precisa entender que joga diante de uma torcida exigente e que seleciona ídolos e vilões. Mas no futebol de hoje eu pensaria muito antes de romper com um atleta de potencial que tem um respeito pelo clube e pelo que faz que a enorme maioria não tem.

Além disso, partindo para o aspecto técnico, assisti todos os gols sofridos do Guarani trabalhando no campo.

OS ERROS DA DEFESA

O gol contra o Oeste surgiu após uma falha de Ricardinho e Baraka. Lenon, Kal e Rocha estavam na cobertura e o lateral-direito fatalmente não conseguiu interceptar o atacante adversário. Erros coletivos.

Contra o São Bernardo foram dois erros parecidos. Erik e Marcílio saíram jogando errado e pegaram a defesa desorganizada. O time de Louzer estava fora de ordem. Sem a presença de Lenon, que estava no ataque, Kal encarou dois atacantes e foi cauteloso demais ao desarmar. Sofreu o drible e deixou o São Bernardo em vantagem. Erros coletivos.

Na partida contra o Batatais participou dos dois gols do adversário. No primeiro, estava na sobra após cobrança de escanteio. O volante Felipe, do Fantasma da Mogiana, cabeceou firme e a bola em alta velocidade desviou no zagueiro. A mesma coisa aconteceu no segundo gol. Denner cabeceou sem direção e a bola desviou em Kal deixando o zagueiro Fabiano em boas condições. Nenhum erro crasso individualmente falando.

Talvez a grande preocupação com o sistema defensivo não esteja ligada aos gols sofridos. Durante os jogos, além dos problemas dos rebotes, o Guarani passa por sustos. Não só do lado do Kal, onde a marcação é reforçada com as presenças de Lenon e Ricardinho, mas principalmente no outro lado com Marcílio, Baraka e Willian Rocha.

VALE A PENA MUDAR?

Hoje, o grupo do Guarani é modesto, mal dá para formar um time competitivo. Um time que perde força e se fragiliza com mudanças. Apostar que a entrada do experiente Fernando Lombardi, que perdeu muito espaço no Paysandu pelas atuações nos últimos anos, seria a solução para tudo é agir de maneira passional.

A defesa precisa ser cobrada, mas Louzer precisa dar sequência ao time. Não há nenhum Ricardo Rocha no elenco. Só o trabalho ajusta.

(análise de Júlio Nascimento/foto: GuaraniPress)

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