domingo , 18 novembro 2018
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Análise: o Guarani melhora no gramado e o torcedor incrementa seu orgulho e autoestima. Vai durar para sempre?

Antes de ser comentarista esportivo ou repórter sou um observador da vida cotidiana. Gosto de acompanhar mudanças de comportamentos e demonstrações coletivas de sentimentos. Por enquanto, não sabemos o que será do Guarani na Série B do Brasileirão. Está no grupo de classificação mas pela extensão do campeonato, é impossível assegurar que disputará o acesso até o final.

Agora, um fato é inequívoco: o bugrino voltou a nutrir orgulho por seu time. Nem digo em relação aos comentários neste Só Dérbi e sim ao que é verificado nas ruas da cidade de Campinas e região: torcedores com camisas do Guarani pelas ruas da Cidade e região um aumento do interesse no noticiário das emissoras de Rádio e Televisão.

Como bem atestou o companheiro Julio Nascimento, a média de público deixa a desejar. Muito. Mas o Guarani voltou a ser assunto nas rodas de conversas de bar, na escola e até em círculos familiares; os torcedores discutem as opções táticas, a qualidade dos jogadores, cobram o técnico Vadão de modo  veemente. Ou seja, o Guarani voltou a viver o futebol de alto nível e o torcedor foi no embalo. Não aceita retrocesso.

Este despertar ganha relevância se levarmos em consideração o passado recente. Como encontrar forças para torcer por uma equipe que sofreu desde 2001 com nove rebaixamentos? E a humilhação de presenciar jogadores insatisfeitos com atraso de salários ou profissionais que não tinham a mínima noção do que era o Guarani? Seriam motivos mais do que suficientes para um afastamento definitivo.

No ano passado, o torcedor bugrino mostrou que não tinha jogado a toalha. Um público de 12.713 pagantes no jogo do acesso contra o ASA, 16.749 na final contra o Boa Esporte e seis mil bugrinos na decisão em Varginha. O aviso foi dado pela torcida: demonstre poder de reação e a recompensa virá.

A decepção na Série A-2 parecia o prenúncio de um desastre, desmanchado em nove rodadas da Série B. O jogo contra o Náutico neste sábado pode ser o começo de um novo pacto entre gramado e arquibancada. Acredite: não é pouco.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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4 Comentários

  1. Olha meu amigo, realmente deve-se tirar o chapéu para as torcidas de Guarani e AAPP. A do Guarani continua amando e apoiando o time, sempre acreditando, apesar dos fracassos dos últimos anos. A da AAPP também acredita no seu time e sonha com o título, apesar de nunca tê-lo conseguido e de ser coadjuvante no Brasileiro.

    É realmente algo para se tirar o chapéu.

  2. A média de público do Guarani, em boa parte, deve ao calendário que, analisando a tabela da Série B, ainda não vi um time que não tenha atuado num horário acessível. O Guarani não jogou um único jogo às 16h de sábado, ao contrário disto, por 3 vezes jogou neste horário em gramados adversários. Agora que foi marcado um jogo para sábado, mas mais uma vez a torcida não ajuda. Quanto ao da AAPP, discordo do Profeta, a AAPP fez três jogos aos domingos, e a torcida tanto não está acompanhando como aqui mesmo no SoDerbi há discordâncias entre os aapptanos, um deles elogia a diretoria e culpa a torcida, o outro culpa a diretoria. Já a diretoria culpa a torcida.

  3. Corrigindo: Escrevi “Agora que foi marcado um jogo para sábado, mas mais uma vez a torcida não ajuda.”, quis dizer “o HORÁRIO (19h) não ajuda MUITO”

  4. A “nova” diretoria Poderia aproveitar esta onda e fazer promoções para levar um maior número de bugrinos ao Brinco. Afinal passamos por uma grave crise financeira e o custo de ir ao estádio não se limita apenas ao valor do ingresso.

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