domingo , 24 junho 2018
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Análise: que Bruno Brigido desapareça para o acesso virar realidade no Guarani. Leia antes de reclamar!

Se sustentar o padrão de excelência nas atuações até o final da Série A-2 do Campeonato Paulista, o goleiro Bruno Brígido terá sido a melhor contratação do Guarani na posição nos últimos seis anos.

Em 2012, Emerson era o titular no vice-campeonato paulista de 2012. As intervenções de Bruno Brígido com alto grau de dificuldade asseguraram pontos preciosos ao Guarani dentro de casa e continuou nos jogos como visitante, apesar das derrotas para Oeste e São Bernardo. No entanto, para o acesso virar realidade, seria de bom tom que o goleiro “desaparecesse” dos melhores momentos dos confrontos.

Explico: em equipes bem treinadas na parte defensiva, o goleiro aparece em instantes esporádicos, basicamente em chutes de média e longa distância. Com alta absorção de treinamento, nem as jogadas de bola parada defensiva do oponente surtem efeito. Relembre o São Paulo campeão brasileiro de 2007, com 19 gols sofridos em 38 rodadas e saberá do que falo.

No Guarani, existe a versão do médico e do monstro: com a bola no pé, o time tem bons instantes na parte ofensiva e um faro de gol insistente. Quando perde a pelota, é um Deus nos acuda: a marcação é deficiente, os volantes saem ao ataque de modo simultâneo e os zagueiros dão o bote de modo incorreto, fruto por ficarem no mano a mano.

No Brinco de Ouro, o que se viu foram defesas de Bruno Brígido quase que á queima roupa e os oponentes com a bola dominada dentro da área ou próximo a linha fatal do gol. Reflita: com tantos vacilos dá para sonhar com o acesso? Não, não pode.

Se Umberto Louzer ajeitar a defesa e incutir na mente dos atacantes e armadores a importância de marcar a partir da linha defensiva adversária, os espaços serão fechados, as viradas de jogo dos oponentes serão dificultadas e dificilmente a linha de fundo será território ocupado pelo adversário. O que sobrará serão chutes de média e longa distância ou uma bola parada para explorar o jogo aéreo, procedimentos que fazem parte de qualquer goleiro.

O que não dá é o sistema defensivo falhar constantemente e contar com Bruno Brígido para operar milagre atrás de milagre. Que o goleiro bugrino desapareça e o Guarani fique estabilizado para subir. Todos sairão em vantagem.

(análise feita por Elias Aredes Junior/foto: GuaraniPress)

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