Com 58 trocas no período de 2011 a 2021 futebol campineiro confirma fama de máquina de moer treinadores

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Se a troca de treinadores fosse um campeonato a parte no futebol brasileiro, Guarani e Ponte Preta seriam concorrentes de peso. Levantamento feito pela reportagem do Só Dérbi demonstra que de janeiro de 2011 a junho deste ano Ponte Preta e Guarani já registraram juntos 58 trocas no banco de reservas.

Se levarmos em conta apenas os times que disputam a Série B, o Alviverde campineiro é o quarto colocado enquanto que a Ponte Preta está na sexta posição ao lado do Goias. O futebol goiano, por sua vez, não fica atrás em termos de rotatividade. Tanto o time esmeraldino como o seu rival Vila Nova ostentam 59 trocas.

O campeão é o Vitória, com 37 trocas seguido pelo Avaí com 32 trocas, empatado com o Vila Nova. Os dados foram obtidos em sites especializados em futebol e também aqueles que cobrem o cotidiano dos clubes da segundona nacional. Foram contados apenas aqueles que eram considerados efetivos de acordo com essas páginas e veículos de comunicação, como o portal O Gol.

A “rabeira” neste campeonato indigesto é ocupado por Brusque (17 trocas), Londrina (12), Brasil de Pelotas (11) e Operário.

Os quatro times tem um fator em comum. Construíram campanhas subsequentes de acesso e com concessão de tempo aos treinadores.

Desde setembro de 2019 no time catarinense, Jerson Testoni tem como saldo a conquista dos títulos da Copa SC (2019) e Recopa SC (2020), o acesso do clube para a série B (2021), finalista do Catarinense (2020) e também levou o clube para a quarta fase da Copa do Brasil (2020).

O Londrina, por sua vez, caiu em 2019 e subiu em 2020 e tem como marca a gestão de Cláudio Tencatti, que ficou de 2011 a 2017. Como destaque, o titulo de campeão paranaense em 2014 e acessos nas Séries D (2014) e Série C (2015).

No Brasil de Pelotas, impossível esquecer a campanha de Rogério Zimmermann tem três passagens na equipe gaúcha sendo que em uma delas permaneceu por cinco temporadas seguidas e colheu acessos na Série D em 2014 e no ano seguinte na terceirona.

O Operário (PR), teve a gestão mais longa com Gerson Gusmão, no período de 2016 a 2020 e foi campeão nas Séries D (2017) e C (2018).

Os quatro times comprovam que investir no trabalho de longo prazo vale a pena. Basta ter paciência.

(Elias Aredes Junior)

 

Confira o ranking (troca de treinadores-janeiro de 2011-junho de 2021)

  • Vitória- 37 trocas de treinadores
  • Avaí- 32
  • Vila Nova-32
  • Guarani-31
  • Náutico: 29
  • Goiás: 27
  • Ponte Preta: 27
  • Coritiba: 26
  • Sampaio Correa: 26
  • CRB: 25
  • CSA: 24
  • Remo: 23
  • Vasco: 22
  • Confiança: 21
  • Cruzeiro: 20
  • Botafogo: 19
  • Brusque: 17
  • Londrina: 12
  • Brasil de Pelotas: 11
  • Operário: 9