quarta-feira , 18 julho 2018
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Como a renovação de Tite ajuda na modernização do futebol campineiro

Até o final do mês de julho, o técnico Tite deverá ter o seu compromisso renovado com a Seleção Brasileira. Mais quatro anos para formatar um trabalho e buscar o sexto título mundial. Acredite: é uma ótima notícia para o futebol campineiro. Não, não é delírio.

A cultura da rotatividade dos técnicos assola o Brasil. Casos como de Claudio Tencatti, por seis anos no Londrina, e de Rogério Zimmerman, técnico do Brasil de Pelotas por cinco temporadas, são tratados tal qual como a descoberta de um OVNI.

Clubes médios e pequenos seguem a cartilha regida pelos gigantes. Não deu certo, cai fora. E da-lhe dinheiro com multas, rescisões de contrato, entre outros obstáculos. Como todo mundo faz, beleza. Eu também faço.

Nem a CBF escapa. Mano Menezes foi demitido sem cerimônia para a entrada de Luis Felipe Scolari e de Carlos Alberto Parreira. Não muito diferente o que já aconteceu no Guarani, em que Vadão foi demitido por telefone, feito igualmente contra Alexandre Gallo na Ponte Preta em 2016. Se o topo adota tal equívoco, por que deveria fazer diferente?

Deixar Tite por quatro anos pode representar uma ruptura benigna na estrutura do futebol. Pode ficar cada vez mais constrangedor alterar as comissões técnicas. Neste caso, em Campinas, poderiam ficar mais raros, os pedidos de saída de treinador após dois ou três resultados negativos.

Manutenção gera economia de recursos, estabilidade na gestão e facilidade na modificação de estruturas pontuais que não funcionam. Faço uma reflexão: se Jorginho permanecesse para a temporada de 2014 será que a Macaca não teria resultados melhores e o acesso pudesse ser obtido do mesmo jeito e sem sufoco?

Será que o Guarani não desperdiçou tempo e dinheiro após deixar de renovar com Marcelo Chamusca e testar no ano passado Ney da Matta, Vadão, Marcelo Cabo e Lisca? Será que o final não seria melhor com um trabalho estável e estruturado? Quem sabe Tite responde na prática algo que os dirigentes campineiros se recusam a aprender na teoria? Que as mentes sejam abertas.

(artigo escrito por Elias Aredes Junior)

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