Eleições Ponte Preta: justiça, direito, estatuto e o esquecimento do que realmente importa

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Na construção do processo eleitoral da Ponte Preta alguns conceitos deveriam estar presentes. E não estão. Exemplo? Justiça e direito.

O primeiro cada um tem a sua visão.

Algumas atitudes e procedimentos podemos achar justas e outras não. Eu posso achar justo e correto que determinado grupo político tenha uma postura.

De acordo com minha criação, conceitos e aspectos morais eu posso considerar que a direção deve ser outra. E o direito? E a letra da lei. É aquilo que deve ser seguido e aplicado.
Podemos adotar estes dois conceitos para analisarmos a eleição na Ponte Preta. Eu posso considerar correto e salutar que a diretoria de cada chapa seja divulgada. Por outro lado eu posso achar tal procedimento dispensável e focar no conjunto. Eu posso considerar isto justo. Você não. É o normal.
Agora o que diz o estatuto? Que quem é eleita é a chapa. Quando você anuncia o candidato a presidente você adota um procedimento para ganhar campo político e construir credibilidade. Mas você pode considerar que o estatuto lhe basta. Precisa apenas seguir a lei. Ou seja, o estatuto. Saiba: os dois procedimentos são lícitos e autorizados pela lei maior do clube.
Agora, você pode considerar urgente que as chapas divulgam antecipadamente seus candidatos a presidente e integrantes da diretoria executiva. Até antes do encerramento do prazo de inscrição.
OK. Pergunto: porque essas mesmas pessoas que reclamam não pressionaram nos últimos anos para que o estatuto fosse modificado. Aliás, existia a comissão de reforma do estatuto e muitos preferiram não incentivar este importante instrumento. Pior: bloquearam o debate de temas importantes e fundamentais, como a reinstalação do Conselho de Supervisão. Agora, querem a divulgação das diretorias executivas, algo que não é previsto pelo Estatuto. Mas nos últimos quatro anos não fizeram um esforço sequer para mudar as regras. Pelo contrário.
Clubes de futebol podem e devem ser oxigenados com democracia e transparência. É salutar. Urgente. O que não dá é com base no ódio, ressentimento e com boa dose de oportunismo posar moralista para pressionar grupo A ou B.
Seja quem for o próximo eleito, que a reforma do estatuto caminhe e novos mecanismos sejam implantados para que todos os requisitos sejam atendidos.
(Elias Aredes Junior)