Em entrevista coletiva, Ricardo Moisés descarta devaneios e assume a realidade do Guarani: manutenção na Série B

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O exercício do poder, seja na gestão pública ou em um clube de futebol comporta dois cenários: expectativa e realidade. O grupo político que está atualmente no Conselho de Administração do Guarani sempre se vendeu como paladino administrativo e detentor de todas as virtudes. Normal. É a escolha de muitos para sustentar uma base eleitoral.

Mas a realidade é cruel. Dura. Não permite sonhos. Ou você lida com os instrumentos colocados à disposição ou será sugado. Destruído. Como é uma pessoa oriunda da iniciativa privada, o presidente do Guarani, Ricardo Moisés, em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, dia 30 de julho, tomou a sensata decisão de se recusar a vender ilusões ao torcedor bugrino.

Sobre o planejamento para a Série B, a declaração não poderia ser mais direta. “Como objetivo também do ano e do Campeonato Brasileiro, a gente precisa fazer uma Série B muito segura. É atingir os 45 pontos o mais rápido possível e garantir a permanência. A partir daí, é buscar um algo mais e, quem sabe, esse acesso para a Série A”, afirmou o presidente bugrino.

Para reforçar a sua aposta, ele descarta qualquer chance de mudança na comissão técnica. “Está completamente descartada qualquer mudança no Departamento de Futebol Profissional. O Guarani está muito satisfeito com o trabalho do Thiago Carpini. Nós evoluímos muito o futebol apresentado. Ele assume o Guarani na lanterna da Série B e consegue fazer um excelente campeonato, terminando o Campeonato Brasileiro do ano passado com tranquilidade. Michel (Alves) está montando um elenco extremamente competitivo para o Campeonato Paulista e dentro do orçamento”, disse o mandatário bugrino.

Então que o torcedor bugrino cobre aquilo que merece ser ressaltado: uma campanha segura e sem ameaça de rebaixamento na Série B. E se levarmos em conta as deficiências de infra-estrutura do Guarani é isso que dá para fazer no momento. (Elias Aredes Junior- com foto de David Oliveira- Obs: Feita antes da instituição da Quarentena provocada pela Covid-19)

Confira a íntegra da entrevista coletiva aqui: