Em Porto Alegre, Estádio Olímpico está subutilizado. Majestoso terá idêntico destino? O que a Ponte Preta pensa a respeito?

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Na discussão para a construção da nova Arena da Ponte Preta às margens da rodovia Anhanguera, vários defensores afirmam em alto e bom som que o negócio é de ocasião porque a Macaca não vai gastar um tostão. Tudo será viabilizado pelo fundo imobiliário formado pela W/Torre, que estará a cargo de empreendimentos no Vasco, Santos e Goiás.

Defendem que outra vantagem é que o estádio Moisés Lucarelli não estará envolvido no negócio e que continuará de propriedade da Macaca. Ok. Lindo. Maravilhoso. Mas o debate emperra quando o questionamento é realizado: na prática, o que será feito do Majestoso quando a Nova Arena e no novo Centro de Treinamento estiverem prontos e em pleno funcionamento? Ninguém sabe dizer.

Um integrante da mesa do Conselho Deliberativo, afirmou a reportagem do Só Dérbi que isso será alvo de debate dentro do próprio CD e na Assembleia de Sócios. Opa, espera aí. Vamos recapitular: querem primeiro aprovar o projeto e a construção da nova Arena sem saber o destino que terá o estádio Moisés Lucarelli? Ora, com todo o respeito, tal postura beira a irresponsabilidade não só com o clube, mas com a própria cidade de Campinas porque um imovel de grande porte quando não é utilizado em sua totalidade gera problemas urbanos de gravidade quase infinita.

Pense na possibilidade na discussão do estádio ficar arrastado, o Conselho Deliberativo enrolar- se em uma discussão infinita e não ocorrer uma resolução se o local será vendido, emprestado alugado ou demolido. Opa! Demolir tudo como se a fachada está tombada?

A W Torre e os apoiadores do projeto talvez transmitissem uma maior taxa de  credibilidade se descrevessem de modo cabal sobre o destino do Majestoso.

Exagero? Basta ver o que aconteceu com o estádio Olímpico, antiga casa do Grêmio. Sua ultima partida oficial ocorreu no dia 17 de fevereiro de 2013, quando o tricolor gaúcho recebeu o Veranópolis.

Desde então, a bola parou de rolar e o mato e o abandono prevalecem. O clube não pode realizar qualquer intervenção no local. Somente a limpeza de algumas áreas de manutenção e uma equipe de 12 seguranças atua 24 horas no local. O pátio, por sua vez, é garagem de uma empresa de ônibus. O estádio fica na Azenha, um bairro nobre da capital gaúcha.

Neste periodo de subutilização, não se conseguiu evitar vidros quebrados, pichações e uma notificação por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre. Empreendimento novo? OAS não conseguiu levar em frente por questões financeiras.

Pergunta: queremos a reprise deste triste filme em Campinas? Pense nisso.

(Elias Aredes Junior)