Explicar, esclarecer e convencer: as missões colocadas para Gustavo Valio antes de ser ungido presidente da Ponte Preta

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Quando você é pego de surpresa por algum interlocutor ou fica inconformado quando algo sai do roteiro, o pretenso “vilão” da história sempre tem uma frase na ponta da língua: “calma, eu posso explicar”.

Pois esta é a frase que certamente uma hora o advogado Gustavo Valio (na foto, está no centro) deverá pronunciar quando a sua candidatura a presidência for confirmada na reunião do Conselho Deliberativo  de segunda-feira, dia 29 de novembro.

É impossível esconder a incoerência: uma das ideias propagadas pelo MRP é que a campanha do Brasileirão de 2017 foi um desastre. E que culminou com o rebaixamento.

Desastre.

Ponto.

Como justificar a escolha de alguém que foi o diretor financeiro daquela época? Ou seja, mesmo que Vanderlei Pereira tivesse comando total do processo, tudo ficou em torno de Gustavo Valio. Ele que poderia autorizar ou bloquear determinados.

Ele foi sócio daquele fracasso. Fato.

Um adendo deve ser dado: tem ex-dirigente pontepretano nas redes sociais com altos brados contra Gustavo Valio. E que também era integrante da administração de 2017. Como ele pode acusar sem olhar no espelho? Se a sua chapa tivesse vencido o pleito também seria uma brutal incoerência por causa de sua presença.

Fato é que a bola está com Gustavo Valio. Ele tem o dever de explicar essa passagem e o seu protagonismo durante da gestão de José Armando Abdalla Junior, que também foi decepcionante.

Sem explicações coerentes e plausíveis, o poder que será recebido por Valio deverá esvair-se em pouco tempo. Vai conseguir explicar?

A reunião dirá.

Como também o tempo.

(Elias Aredes Junior-foto de Diego Almeida-Pontepress)