sábado , 15 dezembro 2018
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Graziano movimenta-se como se fosse o dono do futebol do Guarani. Qual a utilidade do debate no Conselho Deliberativo?

Nos últimos meses, este Só Dérbi e os veículos de comunicação sediados em Campinas acompanharam com atenção os debates a respeito do processo de terceirização do departamento de futebol profissional do Guarani. De um lado, Roberto Graziano; do outro, um consórcio viabilizado por Nenê Zini. Cobranças foram efetuadas para que os contratos fossem submetidos a apreciação do Conselho Deliberativo e aos sócios. Debates acalorados foram realizados. Cheguei a uma conclusão: tudo foi inútil.

Chego a tal conclusão ao checar e constatar as movimentações da Magnum em relação do futebol do Guarani. Prestem atenção: não houve votação, o parceiro não foi escolhido oficialmente pelos sócios, mas o que todo mundo diz e fala é que o futebol bugrino já tem dono. E uma prova foi dada na terça-feira quando minutos depois do anúncio de Osmar Loss como técnico do Guarani uma foto passou a circular nas redes sociais em que apareciam Roberto Graziano, o presidente do Corinthians, Andrez Sanches e Lucas Andrino. O objetivo do encontro pode ter sido outro? Concordo. Mas qual a intenção de uma foto dessas aparecer justamente no dia de anúncio da nova comissão técnica?

O Guarani pode e deve fazer da sua vida o que bem desejar. O fato, no entanto, é que fica a sensação de tempo perdido. Se Graziano  movimenta-se e já pensa em investimentos para o futebol qual a intenção de promover um debate da tercerização?

Sem contar que é dado um tiro no pé. Este Só Dérbi já criticou e elogiou por diversas vezes o empresário Nenê Zini, articulador do consórcio entre Elenko e Traffic. Ele erra e acerta como qualquer um. Mas o Conselho de Administração comete uma barbeiragem política tremenda ao deixar Zini em quadro constrangedor. Por seu mérito e competência, Zini tem uma rede de relacionamentos e influência em diversas partes do mundo. Pergunta: e se um dia precisar novamente do socorro do empresário? Haverá clima? Ao invés de promover esta panaceia, não teria sido melhor Palmeron definir a Magnum de uma vez por todas e fixar um acordo com Nenê Zini para deixar as portas abertas?

Nada disso foi feito. O debate sobre a terceirização ganhou ares de inutilidade, Nenê Zini deve estar insatisfeito e o torcedor  encontra-se descrente e pessimista em relação ao futuro. Não poderia existir quadro pior.

(análise de autoria de Elias Aredes Junior)

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