segunda-feira , 18 junho 2018
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Guarani abraça categorias de base e espera os frutos. Deveria agradecer a FIFA…

O torcedor do Guarani tem motivos para encontrar-se exultante. O time está na zona de classificação da Série A-2 do Campeonato Paulista, entrará como favorito para desbancar o Rio Branco nesta quarta-feira, em Campinas e a diretoria entrou em sintonia com as tradições históricas do clube ao anunciar a renovação de contrato por três anos de 10 jogadores revelados nas categorias de base.

Alguns já mostraram potencial como Mineiro e Chiclete, além de Wesley e Gabriel Rodrigues, já integrados ao time principal. Em dado momento da entrevista coletiva, Horley Senna disse que uma das vantagens é que boa parte desses jogadores tem 100% dos direitos econômicos vinculados ao Guarani. Não se iluda: de modo torto, a Fifa salvou o Guarani.

Explica-se: desde o dia 1º de maio de 2015 está proibida a participação de investidores em direitos econômicos de atletas. Ou seja, os atletas só podem pertencer a clubes e não a pessoas físicas ou jurídicas. A tentativa é de cercear o aparecimento do jogador “pizza”, aquele que era fatiado em várias partes e no final das contas o clube ficava com pouco ou quase nada. A possibilidade de recuperar o investimento feito na infra estrutura era quase nulo.

Podem existir mutretas? Sim. Empresários podem continuar sendo proprietários e com clubes de fachada? Não há dúvida. Mas agora a lei está mais clara em relação aos direitos das agremiações.Não é pouco.

Façamos uma simulação. Digamos que as regras antigas estivessem em vigor. O Guarani com boa campanha na Copa São Paulo atrairia o interesse dos investidores. Para não perder o bonde da história, não seria surpresa se a diretoria alviverde vendesse uma parte de Gabriel Rodrigues aqui, outra de Wesley acolá ou até do volante Mineiro. Resultado: um belo trocado seria arrecadado, mas em longo prazo, na hora da venda definitiva, o saldo seria bem menor.

Agora não. Aos trancos e barrancos, agora existe a garantia de que o Guarani, se tiver bom senso, só fará negócio quando a oportunidade for imperdível. Enquanto isso não acontece, os garotos terão a oportunidade de marcarem gols e assegurarem vitórias para um time carente de ídolos nascidos nos corredores do Estádio Brinco de Ouro.

(Análise feita por Elias Aredes Junior)

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