Guarani, Série B e um sucesso que muitas vezes não serve para nada

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Ficar em sexto lugar na Série B do Campeonato Brasileiro e com 60 pontos deveria ser motivo de orgulho pleno para o torcedor do Guarani. Afinal, é a melhor colocação desde que o time retornou para segundona nacional, em 2017.

Na prática, conforme os dias passam e jogadores não conseguem renovar os seus compromissos para 2022, chega-se a conclusão de que desempenho bom e que produz frutos é ficar entre os quatro primeiros. Fora disso, fazer boa campanha na Série B flerta com a inutilidade.

Acompanhe o raciocínio: se o Guarani terminasse entre os quatro primeiros e disputasse a divisão de elite em 2022, o orçamento seria maior graças as cotas de televisão mais polpudas em comparação a segundona.

Automaticamente, a diretoria teria poderio pelo menos para sustentar no seu elenco os atletas que se destacaram neste ano. Exemplo: pagar um salário de três dígitos ou próximo disso para o atacante Bruno Sávio não seria um ato de loucura. Talvez ficasse dentro do fluxo financeiro previsto.

E agora? O time terminou na sexta colocação mas isso não proporciona nenhum aumento substancial de receita. A previsão é aumentar em 22% o orçamento do futebol? Ok. Mas isso fica insuficiente perto de pedidos de aumentos salariais de 40%, 50%.

Ou seja, o Guarani tem chancela de um relativo sucesso, mas um poderio financeiro que lhe proporcione sustentar a base e fazer contratações que apenas acrescentem ao setor ofensivo do clube.

Moral da história: êxito na Série B é ficar, na pior das hipóteses, em quarto lugar. De resto, é só dor de cabeça.

(Elias Aredes Junior-foto de Thomaz Marostegan-Guarani F.C)