terça-feira , 16 outubro 2018
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Gustavo Valio e os equívocos de sua avaliação sobre o ranking de venda de jogadores realizada pela Pluri Consultoria

Existe um erro fatal para qualquer dirigente de futebol: brigar com a noticia. Ou tentar desqualificá-la. Fruto de noviciado ou falta de entendimento apenas colabora para a construção de uma visão negativa por parte do público.

Independente das virtudes já enumeradas do atual presidente José Armando Abdalla, a diretoria executiva da Ponte Preta carrega uma pecha de arrogante, prepotente e distante da torcida. Sem conexão com as arquibancadas. E na maior parte das vezes, alguns arroubos e atos inconsequentes colaboram para tal situação.

Faço este preâmbulo para continuar o assunto enfocado nesta quinta-feira no Só Dérbi a respeito da pesquisa minuciosa feita pelo consultor Fernando Ferreira a respeito da participação da venda de jogadores na receita bruta da Ponte Preta nos últimos 10 anos. (veja a íntegra aqui)

Neste levantamento, dos R$ 349 milhões arrecadados pela Macaca entre 2008 e 2017, apenas R$ 42 milhões ou 12% do total saíram da venda de atletas. Pense que o Juventude arrecadou R$ 29 milhões e que tal quantia foi equivalente a 24% do total arrecadado no período e verá que a Alvinegra deixa a desejar.

O que deveria fazer um dirigente antenado? Pegar o ranking, entender os números, conhecer o trabalho do consultor Fernando Ferreira e verificar aquilo que foi feito nos clubes concorrentes para verificar o que deu certo e errado.

O diretor financeiro Gustavo Valio adotou trilha diferente e equivocada. A sua resposta encaminhada pela assessoria de imprensa foi a seguinte: “”Podemos responder sobre o que foi feito: a Ponte Preta negociou apenas os jogadores que podia ao longo desta década, nas melhores condições possíveis para ela e para os atletas e sempre priorizando manter os valores que precisava, uma vez que é um time e não uma loja. E, mesmo assim, houve momentos em que foi criticada por vender atletas. Agora, especular se determinada porcentagem poderia ser maior, ainda mais quando a Ponte não tem nenhum controle sobre o livre mercado e as vendas alheias, é um exercício vazio e sem sentido“, afirma a nota.

Valio deveria entender que não existe exercício vazio neste caso. São dados apurados e coletados por uma empresa séria e renomada de consultoria, a qual coleta informações valiosas para o aprimoramento de gestão nos clubes. O que deveria ser feito é publicamente Valio comprometer-se a entender por que outros clubes conseguem êxito total nesta área e a Ponte Preta ainda patina. Ou dá para considerar vultoso arrecadar R$ 6,5 milhões pela venda de William Pottker ao Internacional? Não, não é.

Desde já fica explicado: este nobre colunista não quer cafezinho, bate papo ou coisa que o valha para explicar o que a Macaca fez nesse e em outros requisitos. Quer apenas que o clube seja administrado da melhor maneira possível e que a humildade seja a camisa 10, seja qual a circunstância. Fora disso, é namorar com o atraso. Infelizmente.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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