Jorginho ajudou a Ponte Preta a vencer o Oeste e ainda blindou o elenco das confusões nos bastidores. Não é pouco!

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Ultrapassagens pelos lados, gols com diversas variações de posicionamento e uma atuação de gala no primeiro tempo. O saldo da Ponte Preta e na vitória por 3 a 2 sobre o Oeste é o mais positivo possível. Termina a rodada na vice-liderança, tem 18 pontos e tem um confronto diante do Atlético-GO na terça-feira para sacramentar sua boa fase. Impossível deixar de eleger o técnico Jorginho como o principal vencedor. Dentro e fora do campo.

Soube utilizar diplomacia, capacidade de gerenciamento de grupo e frieza para blindar o elenco de fatos capazes de arrebentar com a boa fase. A morte de Thalles foi traumática. Deixou o elenco arrasado. A comissão técnica foi habilidosa na superação do luto no grupo e na construção de um ambiente positivo, apesar do acontecimento fora do roteiro.

As turbulências políticas acarretaram consequências negativas dribladas com maetria. A discussão se vale ou não a pena encampar a construção da Arena proposta pelo presidente de honra Sérgio Carnielli transformou a agremiação em um barril de pólvora. Este jornalista tomou conhecimento por exemplo, que o atacante Ítalo, agora no futebol do Chipre, não deixou de exibir desconforto pelo quadro turbulento, em que diversas alas do clube engalfinham-se.

Jorginho blindou o elenco. Não deixou que a vaidade dos dirigentes perturbasse a cabeça de quem precisa colocar a bola na rede.  Certamente o fato de ter trabalhado no Vasco e no Flamengo, marcas com extrema disputa nos bastidores e cheio de armadilhas, lhe auxilia neste instante.

Na Ponte Preta, não basta resolver imprevistos. É preciso antecipar-se aos fatos, saber dissipar as nuvens da controvérsia. Por enquanto, o técnico pontepretano revelou-se um craque. Agora basta colocar em prática o que foi treinado e contar com o acesso em novembro.

(Elias Aredes Junior)

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