Justiça Trabalhista reafirma disposição para dialogar com o Guarani

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Responsável pelo núcleo de execuções especiais do Guarani, o juiz Rafael Martins, afirmou nesta quarta-feira, por intermédio da assessoria de imprensa do TRT da 15ª região, que tem o desejo de sustentar o diálogo e o entendimento com a atual diretoria do Guarani e que alguns já foram colhidos, como a implantação do plano de pagamentos.

A intenção é sustentar o procedimento, apesar de alguns contratempos jurídicos e que fazem parte do jogo, como recursos apresentados pelo Alviverde e que questionam algumas resoluções do magistrado. “O Judiciário está e sempre esteve de portas abertas ao Clube. Tanto é verdade que o plano de pagamento para 2020 foi apresentado pelo próprio Guarani, após rodadas de reuniões na Justiça do Trabalho. De toda forma, em razão do recurso interposto, o diálogo deverá ter continuidade com o relator do recurso no tribunal que será sorteado para sua análise. Retornando o processo ao primeiro grau, continuaremos à disposição do Clube”, afirmou o juiz.

Ele defende a adoção do plano de pagamentos e a nomeação de um outro perito, caso alguma resolução for desobedecida pelo Guarani. “O que o Judiciário de primeiro grau decidiu no final do ano passado foi uma série de ajustes e enquadramentos ao Clube como forma de dar maior transparência no gasto dos recursos e acelerar a quitação do passivo, com prioridade ao trabalhista”, disse o juiz.

Ele deixa claro, entretando, que deveria ocorrer estranhamento sobre o fato de um perito antecipadamente encontrar-se nomeado. “ Perito já existe no processo. A previsão é de administrador judicial em caso de descumprimento de quaisquer das determinações. Não há carência. Todavia, o Clube recorreu da decisão e o processo está em vias de ser enviado ao segundo grau (Tribunal) que analisará a decisão proferida”, explicou.

Quanto a negociação do atacante Davó com o Corinthians, o juiz prefere não se manifestar sobre o tema. “Não chegou nenhuma informação no processo sobre a venda do jogador. Seja por parte do Clube, seja por qualquer outra pessoa. Informações da imprensa não são consideradas oficiais. Se ficar comprovada a venda a a entrada de valores, o Judiciário se manifestará”, arrematou.