terça-feira , 23 outubro 2018
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Nenê Zini divulga detalhes da proposta de cogestão ao Guarani

O empresário Nenê Zini, um dos candidatos a assumir o projeto de cogestão do futebol profissional do Guarani, ao lado da Elenko Sports, Traffic e Grupo Rima, concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas para explicar os detalhes de sua proposta ao Bugre. Além disso, o candidato deixou claro sua posição contrária à realização de uma Assembléia durante a Série B do Campeonato Brasileiro.

PROPOSTA:

– Eu trouxe essas empresas com respaldo nacional e internacionalmente. O conceito é fortalecer o Guarani. Precisamos de um período de três anos, com a possibilidade de extensão por mais um período. Necessitamos de viabilidade, deixamos 20% para que o Guarani pudesse viabilizar a parte cível e encontrar uma solução para a questão tributária. Do restante da receita, 70% seria para o clube investir no futebol e 30 % para o Guarani investir na parte social e crescer.

O objetivo da parceria é profissionalizar todas as áreas. Marketing mais ativo para buscar patrocínios, profissionalizar o futebol e participar do dia a dia do clube. O Guarani não pode perder sua autonomia. A participação do Conselho de Administração será ativa.

DÍVIDAS E ORÇAMENTO:

– As dívidas trabalhistas fazem parte do acordo imobiliário que o Guarani tem, o qual também prevê a entrega de um Centro de Treinamento e um clube social. O nosso orçamento faz um futebol competente. Isso depende da oportunidade e do momento que você está vivendo. Eu sei que vai ter qualidade como está tendo em tudo que tenho feito.

POSSÍVEIS MUDANÇAS NO FUTEBOL:

– Nem passa pela cabeça mudar os profissionais que estão indo bem. O Luciano Dias (superintendente de futebol) é um exemplo de sucesso pelo que fez na A2 e na Série B.

ÁREA ADMINISTRATIVA E FUTURO DOS FUNCIONÁRIOS DO CLUBE:

– Não existe possibilidade de demissões, pois vamos viver o futebol. Os funcionários que estão no clube merecem respeito. O Guarani precisa crescer, com clube social e Centro de Treinamento. O Conselho de Administração (CA) vai administrar o clube e não vamos nos intrometer nisso. O Guarani é muito rico, tem um conselho atuante e tudo isso vai ser respeitado.

POSSÍVEIS CONTRATAÇÕES AINDA NESTE ANO:

– Se houver necessidade, temos intenção de colocar mais jogadores à disposição. Já chegou o Bruno Xavier e Fabrício. Queremos fazer correções para buscar os melhores resultados possíveis.

CATEGORIAS DE BASE:

– Na base, o Guarani precisa reestruturar todas as categorias com um perfil de profissionais capacitados, participar de competições nacionais e internacionais começando um trabalho de investimento e excelência.

AUDITORIA:

– Com certeza será realizada uma auditoria. Não devemos esquecer das ações que estão acontecendo no dia a dia, não podem ocorrer as coisas com as portas fechadas. Precisamos de uma auditoria, fiscalização e participação de associados. O Guarani é para todos.

O QUE FAZER COM UM POSSÍVEL INSUCESSO?

– Primeiro que o Guarani não pode sair prejudicado. A gente passa por pessoas capacitadas para que não ocorram insucessos. Mesmo assim, se acontecer algo no último ano, o Guarani será ressarcido pelo valor de faturamento que ele tiver para que possa ter forças e se reerguer.

CONTRATO PODE SER ALONGADO?

– Pode ser alongado em caso de sucesso, tudo isso para participar de uma reestruturação no Guarani. É uma oportunidade para termos um cogestor para ajudar no crescimento. O Guarani não pode ter dono, os donos são os torcedores. Precisamos de um futebol forte e quero acreditar que essa cogestão seja por um tempo limitado para ajudar a instituição.

CONTRATOS COM NOVOS JOGADORES:

– O futebol é dinâmico e você pode pegar um jogador de time grande que tenha vitrine. Um investimento precisa ter retorno, sempre o Guarani será valorizado. O objetivo é aumentar as receitas, fazer uma reestruturação, e em caso de venda, o Guarani terá percentual. Em cada jogador vendido, o clube tem 20% de retorno e 80% fica para a equipe cogestora.

IMPUGNAÇÃO DA ASSEMBLÉIA E POSSÍVEL RACHA NO VESTIÁRIO DEPENDENDO DO VITORIOSO:

– A minha posição é contraria ao movimento. Agora é um momento de união e valorização para usufruir o que estamos plantando. Precismos concentrar em ações que nos fortaleçam dentro e fora de campo. Eu acho que nessas últimas semanas muitas coisas ocorreram, feridas foram abertas e, se houver um senso e consenso, acredito que ocorra o pedido de impugnação (clique aqui e veja mais detalhes). Nesta quinta-feira, vamos saber se vai ocorrer essa Assembléia. Não acredito em racha no elenco, todos os jogadores são profissionais e com mesmo propósito. Todos os atletas sempre honraram a camisa. Eles têm conseguido os resultados e merecem o respeito. Independente do que acontecer, todos vão saber respeitar o Guarani.

MOMENTO INOPORTUNO PARA INICIAR O PROCESSO DE COGESTÃO:

– Eu acho que o Guarani precisa de parceiro para se estruturar. Há muito tempo o Guarani não vivia um momento com pessoas interessadas no clube. Temos que criar situações que saia beneficiado. Em meio às competições, isso traz insegurança e falta de tranquilidade. O Guarani é um dos poucos clubes do brasil que leva 20 mil pagantes em torcida única. O Guarani tem que viver pelo Guarani e para o Guarani, parceiro é uma consequência e tem que saber respeitar a história. O clube não precisa de dono.

DÍVIDAS COM NENÊ ZINI:

– Eu tenho um investimento alto que faz parte da dívida, mas isso indiferi de diretoria. Respeito isso e jamais deixei de colaborar com o Guarani.

DENÚNCIAS CONTRA HORLEY SENNA:

– Eu acho que isso tem que ser avaliado. O Guarani tem Comitê de Ética, Conselho e Conselho de Administração, não tenho qualidade para julgar ninguém, mas acho triste uma denúncia como essa em um momento como esse. Em um passado recente, o Guarani sofreu com rebaixamento. Hoje é diferente, estamos em um ano que era para ser maravilhoso e estamos discutindo coisas muito pequenas para o Guarani.

POSSIBILIDADE DE COMPOSIÇÃO COM A MAGNUM:

– Para o bem do Guarani, estou aberto para uma junção com a Magnum. Infelizmente, existem pequenas sabotagens no dia a dia que impossibilitam o Guarani de crescer; Isso magoa, mas deixa eu com maior vontade de investir, trabalhar e modificar. Eu quero um Guarani jogando de igual para igual contra times grandes, jogadores honrando a camisa como o Bruno Nazário e o Fumagalli, transformando-o novamente em um grande clube. Precisamos parar de vender dificuldades, tudo é difícil mesmo. Mas é na dificuldade que a gente se fortalece.

PROPOSTA SEM TERCEIRIZAÇÃO:

– Minha proposta é apenas por futebol, a paixão do bugrino. O Guarani sempre foi tradicional no carnaval, na piscina, sauna, departamento feminino, no esporte de recreação. Infelizmente atualmente somos menos de 600 sócios, se a gente fizer o que está no projeto. O Guarani vai voltar a crescer. Vamos fazer um futebol forte.

AJUDA AO GUARANI CONTINUA MESMO COM O OUTRO GRUPO COMO VENCEDOR?

– Sempre estarei à disposição do Guarani, nunca vou fechar a porta. Sofro com falsas injustiças, ameaças, críticas difundidas, mas mesmo assim não tem por que não ajudar o Guarani”.

Confira aqui a proposta da concorrência, composta por Grupo Magnum e ASA Alumínios.

(texto e reportagem: Eduardo Martins)

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