No Guarani, Chamusca deveria aprender: o sucesso tem muitos sócios. O fracasso é solitário!

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O torcedor do Guarani incutiu na mente: quer porque quer alterações no time titular para o jogo de domingo, ás 19h30, contra a Portuguesa, no Estádio Brinco de Ouro. Especialmente a entrada de Dênis Neves, seja como lateral ou meio-campista. Já analisamos a performance do atleta com a camisa do Guarani e também o discurso de ódio e ressentimento criado após a derrota para o Boa Esporte. Como escrevo antes do treinamento final, marcado para sexta-feira à tarde vou propor um exercício de futurologia: E se Marcelo Chamusca atender ao clamor das arquibancadas e de parte da imprensa e colocar o jogador?

Se acontecer o cenário otimista, o jogador arrebenta, transforma-se no melhor em campo, auxilia o Guarani na busca da classificação, fica firme e forte na liderança, além de assegurar antecipadamente a classificação. De quebra, Chamusca ganha a pecha de ser um profissional humilde, que sabe ouvir opiniões. O torcedor, é claro, fica com a fama de entender o riscado e com parte da crônica esportiva como sócia do empreendimento.

Que tal adotarmos o prognóstico inverso? Ou seja, Dênis Neves tem uma atuação abaixo da crítica, não acerta uma bola, mostra-se disperso e de quebra toma um cartão vermelho que lhe tira do jogo.

Faço uma aposta: toda a culpa será posta no jogador e no treinador. As opiniões  de jornalistas e torcedores serão esquecidas. Ninguém assumirá o papel de cúmplice da empreitada. Vamos adotar o papel do tipico “não tenho nada a ver com isso”.

O torcedor, passional e apaixonado no último grau vai buscar um outro jogador para pedir no time titular ou  cobrará Dênis Neves pela decepcionante atuação. Assumir a culpa por uma opinião que parecia certa e mostrou-se equivocada? Isso, nunca jamais. Por que assim como no relacionamento interpessoal, a paixão tem compromisso apenas com as virtudes, nunca com os defeitos, escondidos ou ignorados.

Digo tudo para isso com objetivo único: Marcelo Chamusca deve ir pela sua cabeça. Verificar que dados tem em mãos e tomar a decisão. Ponderar o rendimento do atleta pelos números e participação no dia a dia e no vestiário. Isso não vale apenas para o Denis Neves e sim para qualquer jogador bugrino.

O conceito é batido e ainda tem validade: o sucesso tem sócios. O fracasso tem dono único. Senta no banco de reservas. Assim é o futebol. Então, que o treinador bugrino seja direcionado pelos seus conceitos. Nada mais.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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