O desafio de Guarani e Ponte Preta: evitar o estrago do poder absolutista das redes sociais

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Todos os anos a rotina é conhecida nas Series A e B do Campeonato Brasileiro. Basta uma sequencia de dois ou três tropeços para aglomerações serem formadas nas saídas dos estádios e a cabeça do treinador ficar a prêmio. Digamos que as redes sociais desempenharam até hoje o empurrãozinho final rumo ao abismo.

Pois com a pandemia da Covid-19 e jogos sem presença de público por tempo indeterminado, as redes sociais vão ganhar um poder quase absolutista.

Racione. Digamos que existam aglomerações no lado externo do estádio, tanto nas rodadas finais do Paulistão como na segundona nacional. Aposto com quem quiser que elas não serão imensas. Basicamente os lideres de torcidas organizadas. O torcedor comum, aquele que gosta de frequentar o estádio vai se resignar em acompanhar pela televisão ou pelo rádio. Agora, e se ele estiver insatisfeito? Se ele quiser a cabeça do treinador e do executivo de futebol?

Certamente o caminho será pegar o celular ou ligar o computador e inserir-se em grupos de Whatsapp ou grupos de discussão de Facebook para demonstrar sua indignação.

Infelizmente, prevejo muito celular de dirigentes, jogadores e técnicos serem invadidos por mensagens inconvenientes. Muita discussão de baixo nível em que até a vida participar dos protagonista seja envolvida. Em certa medida Ponte Preta e Guarani e todos os clubes do Brasil já sofrem com tal fenômeno.

Em Campinas, seria de bom tom que os clubes façam um monitoramento ainda mais pormenorizado das redes sociais para separar previamente o que é espuma daquilo que for o sentimento legitimo do torcedor. E mesmo que as reclamações aumentem de modo exponencial, a convicção do dirigente terá que ser ainda maior para deixar o trabalho de pé.

Caso contrário, a reclamação virtual poderá atrapalhar e muito o mundo real. É preciso cautela e planejamento desde já para não ser pego de surpresa.

(Elias Aredes Junior)