O que esperar do Guarani na Série B do Brasileirão?

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O Guarani é o campeão da Série A-2 do Campeonato Paulista e o tempo de comemoração é curto, quase inexistente. Nesta semana, começa a Série B do Campeonato Brasileiro e o torcedor tem a dúvida na mente: o que esperar do Alviverde na competição?

Graças ao trabalho de Umberto Louzer no banco de reservas, de Luciano Dias na coordenação de futebol e da rigidez da Justiça Trabalhista em exigir o pagamento em dia dos salários e das obrigações trabalhistas, a perspectiva é mais positiva do que em anos anteriores.

Calma! Não é hora para cravar o Guarani como candidato ao acesso. Longe disso. Só que viver a tempestade do ano passado está bem longe do horizonte. Ou seja, uma posição na zona intermediária da classificação não é devaneio.

Em primeiro lugar porque a desconfiança de anos anteriores deu lugar a um otimismo moderado. Vencer a Série A-2, sustentar uma base no time titular e assegurar a manutenção de alguns atletas é um bom inicio de trabalho e pode abrir caminho para somar pontos que sejam necessários para encurtar o caminho da manutenção e posteriormente de sonhar com pontos mais altos da classificação.

Há desafios para transformar por completo esta realidade. Não digo no time titular, e sim no banco de reservas. É preciso contratar de seis a sete jogadores com boa capacidade técnica e que possam suprir possíveis ausências dos titulares. Em 18 jogos, é possível viabilizar uma boa campanha só com bons titulares; na Série B tal cenário é impossível. Suspensões, contusões, queda de rendimento (o que é normal em uma competição longa) fazem com que o banco de reservas seja um participante ativo. Hoje, na prática, o Guarani tem apenas Caíque como atacante de qualidade e que pode ser acionado a qualquer momento. Ou Denner para o meio-campo.

De resto, não existem saídas táticas para Louzer, algo que também será buscado por concorrentes de peso como Figueirense, Avaí, Londrina, Coritiba, Goiás, Vila Nova, Atlético-GO, entre outros.

O desespero não é ativo no Brinco de Ouro. Pelo contrário. Ajustes podem viabilizar um time mais competitivo e o time ficar longe do sufoco vivido no ano passado. Convenhamos: não é pouco.

(artigo escrito por Elias Aredes Junior)