sexta-feira , 21 setembro 2018
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O que impede Richarlyson de lutar pela posição de ídolo do Guarani? As crianças já responderam: nada!

O Guarani tem jogo decisivo contra o ABC neste sábado no Frasqueirão. Por causa do nascimento de mais um herdeiro Fumagalli não estará presente. Richarlyson será seu substituto. Entrará pela primeira vez como titular.

Junto com Auremir e Evandro formará a trinca de volantes. Um dos esquemas preferidos do técnico Oswaldo Alvarez. Especialmente quando existe um jogador de qualidade para dar o passe ou armar a jogada ofensiva. Como Richarlyson.

Não é somente disso que desejo falar de Richarlyson e sim de uma foto publicada pelo portal Globo Esporte.com e que chamou minha atenção: o jogador prestes a entrar no treinamento e cercado de crianças. Todas pedindo autógrafos. Vislumbram naquela pessoa um ídolo e querem conversar, trocar ideias, receber um carinho.

Pegue esta cena e pense que o Guarani poderia ter perdido esta experiência. Sucumbir perante o preconceito, dar uma desculpa esfarrapada e deixar de contar com um jogador com passagem pela Seleção Brasileira, campeão de Libertadores, Mundial, brasileiro. Ou seja, alguém com conhecimento de todas as armadilhas  do futebol.

Imagine por um segundo que chance seria desperdiçada caso os dirigentes sucumbissem às bombas atiradas no dia que foi anunciada sua contratação. Sorte que a torcida entendeu e já aplaudiu o jogador quando foi acionado a partir do banco de reservas no empate sem gols contra o Oeste.

Uma torcida que poderia seguir um caminho diferente e provar e comprovar que pode existir roteiro diferente já vivido pelo atleta em outros locais e que lhe fez desabafar em rede nacional. “Quer dizer que no futebol não pode haver homossexual? Por causa disso ele deixa de ser um grande profissional? Por que o cara não pode jogar se for gay? Por que o torcedor não aceita um cara homossexual no time dele? O que isso interfere dentro de campo?.Fico sem saber o que dizer. Nem sei por que estou explicando uma coisa que é inexplicável. Não me magoo, tenho dó dessas pessoas”, disse o jogador em entrevista concedida ao repórter Luiz Ceará da Rede TV.

Torcedor bugrino, faça como as crianças do Sesi: chute a resistência para longe e aproveite a estadia não só de um ótimo jogador de futebol, mas de um ser humano diferenciado.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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