Ponte Preta e a ansiedade pelo acesso: é preciso controlar os nervos e entender a conjuntura. Até antes da critica

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Ao final do primeiro tempo no jogo em Recife, as redes sociais pontepretanas foram invadidas por um massacre sem fim. A equipe foi crucificada e a esperança do acesso tinha ido para o ralo. No segundo tempo, a perplexidade tomou conta em virtude da vitória e da boa atuação.

Ninguém quer esconder a realidade. A Macaca jogou mal, foi dominada pelo time pernambucano e um pouco mais de qualidade do oponente e tudo iria pelo ralo. O que desejo aqui é fazer uma realidade. Transmitir um conceito simples: instantes diferentes exigem comportamentos adequados.

Entendo que nas rodadas anteriores a chiadeira era ampla, geral e irrestrita. A Ponte Preta tinha altos e baixos e o próprio técnico da ocasião, João Brigatti, admitia o cenário. E como ele não resolvia o problema- em parte pela falta de treinamento – a impaciência era justificada.

Pare o tempo. Foque naquilo que aconteceu na Arena Pantanal. O time jogou mal a etapa inicial e no primeiro jogo com Marcelo Oliveira a melhoria no segundo tempo foi nítida. Inclusive com acertos e melhorias na parte tática. Pequenissimos, mas aconteceu. Perdeu? É verdade. Mas ficou cristalina que as instruções do treinador produziu resultado.

Vem o confronto com o Náutico e o cenário é repetido. Desempenhos frustrante nos 45 minutos iniciais. Contra um adversário com qualidade inferior ao líder da competição.

Não seria salutar pensar que Marcelo Oliveira, com sua experiência no futebol, não teria condições de promover alterações significativas? Pois é. E foi mais simples do que água: William Simões deitava e rolava nos 45 minutos iniciais.

Na etapa final, o lateral Apodi, Matheus Peixoto e Guilherme Pato caíram no setor. Não só para criar oportunidades mas para sufocar a principal opção ofensiva do time treinado por Gilson Kleina. Bingo.

Marcelo Oliveira decepcionou nos últimos trabalhos. Fato. Agora, é impossível imaginar que um treinador campeão por duas vezes de Série A e vencedor de uma competição nacional (Copa do Brasil com o Palmeiras em 2016) não tenha chance de agregar nada de conhecimento em um campeonato com as características da Série B.

Cabe ao torcedor abraçar duas características: sabedoria, paciência e discernimento para detectar o momento correto para incentivar o cobrar. Sem dar chance ao trabalho do profissional, como dar certo? Como esperar final feliz? Pense nisso.

(Elias Aredes Junior)