Ponte Preta e dia do Manto: um símbolo de participação e inclusão na festa da democracia

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O dia 15 de novembro é do dia do Manto. Oportunidade em que torcedores da Ponte Preta vão externar o seu amor pelo com um simples gesto: vestir o uniforme de um clube com 120 anos de existência. Um gesto criado por um grupo de torcedores e instituído a partir de 2017. Virou uma data tradicional. Abaixo apenas do aniversário em 11 de agosto.

Perceba como o destino é generoso. Reforça aquilo que já está a vista de todos. Quem olha para a camisa pontepretana sabe que existe algo forte e simbólico. O manto pontepretano representa inclusão. Todos podem e devem torcer pela Macaca: o pobre, rico, negro, índio, brancos, gente de todas as regiões de Campinas. Camisa que é Símbolo de luta contra o racismo e de participação e inserção do negro na sociedade. Pense na dimensão de Miguel do Carmo quando vestiu esta camisa. Um negro, que já lutava contra o preconceito, sendo protagonista em um esporte que na época era de elite. Não poderia existir lugar melhor para tal marco.

E hoje, tudo se encaixou. A Ponte Preta, representante da democracia racial, comemora o dia do manto na Festa da Democracia. Na hora do exercício sagrado do voto.

Vestir a camisa vai muito além de torcer por um clube. É a representação máxima da defesa de que todos, absolutamente todos podem e devem ser espaço. Seja de direita ou esquerda ou até quem não tem ideologia.

O manto pontepretano representa o grito contra a opressão, o autoritarismo, a ausência de diversidade. Quando homens ocupam o poder no estádio Moisés Lucarelli e adotam esses preceitos não são adversários apenas da oposição. São condutores de um processo de degeneração dos símbolos existentes na camisa alvinegra regulamentada e estipulada pelo estatuto.

Vestir a camisa da Macaca é ser aliado da democracia, da diversidade de opiniões e de ser partidário de luta contra qualquer forma de supressão de voz contrária. Não desperdice este momento precioso. Exerça o seu voto com este símbolo no peito. A democracia e a Macaca agradecem.

(Elias Aredes Junior)