domingo , 19 novembro 2017
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Ponte Preta faz história ou decepciona nas edições do Brasileirão por pontos corridos. Confira os números!

A Ponte Preta suscita discussões e controvérsias. Torcedores gastam horas e horas nas redes sociais para verificar se o time tem bom desempenho na divisão de elite ou se poderia avançar. Traduzindo: lutar por uma vaga na Copa Libertadores ou ficará para sempre em segundo plano?

Para tentar juntar elementos na busca desta resposta, este colunista do Só Dérbi apelou para um levantamento do Futdados, que engloba os 41 times que disputaram a divisão de elite desde a implantação do sistema de pontos corridos em 2003.

A análise pode ser dividida em duas partes e com critérios claros. Aqui, vamos comparar a Macaca com adversários que tenham patamar financeiro próximo ou que recebam quantias da televisão que não estejam distantes daquilo que aparecem nos cofres do Majestoso.

Ao fazer o ranqueamento dos outros adversários da Macaca verificamos que em números absolutos a alvinegra tem a terceira melhor campanha. Os números já contam com os resultados deste final de semana. Confira o ranking:

Times                         Pontos             Jogos    Edições

1-Atlético-PR                   730                  515                  14

2-Coritiba                         575                  439                  12

3-Ponte Preta                  396                  325                  9

4-Vitória                           389                   321                   9

5-Sport                              333                   267                  8

6-Bahia                              227                   199                  6

7-Avaí                                174                    153                  5

8-Chapecoense              143                    114                  4

9-Atlético-GO                 120                   114                  3

Ao realizarmos a performance sobre a média de pontos por jogo, a Ponte Preta caiu para quinta posição e chega a ser ultrapassada pela Chapecoense, que está na sua quinta participação em Campeonato Brasileiro. Confira as médias:

1-Atlético-PR– 1,41

2-Coritiba – 1,30

3-Chapecoense-1,25

4-Sport – 1,24

5-Ponte Preta- 1,218

6-Vitória- 1,211

7-Bahia- 1,1

8-Avaí-1,13

10-Atlético-GO– 1,05

 

Curioso é perceber que apesar de já terem amargado rebaixamentos na fórmula de pontos corridos, tanto Coritiba como Atlético-PR já utilizaram o Brasileirão como estrada para chegar a Copa Libertadores, o Coxa Branca em 2004 e o Furacão em 2005, 2014 e na atual edição.

Em contrapartida, apesar da queda de produção na média de pontos, a Ponte Preta é melhor que os dois times de Salvador, que possuem uma torcida e um lastro financeiro maior. De acordo com pesquisa do Ibope, realizada pelo Jornal Lance em 2004, o tricolor baiano tem aproximadamente 3,4 milhões de torcedores enquanto que o Vitória conta com a preferência de 2,6 milhões de aficcionados. Ou seja, dá para dizer que a Alvinegra faz mais mesmo em com um universo menor de torcedores (ou consumidores!)

A média pontepretana de 1,21, supera nas casas décimas o rubro negro baiano e está aquém da Chape que nas últimas quatro edições do Brasileirão fez campanhas estáveis e nunca flertou com o rebaixamento, ao contrário da Macaca que caiu em 2013 e voltou em 2014.

Detalhe: a Chape encontra-se no interior catarinense e encara a concorrência de Grêmio e Internacional, cuja as torcidas são muito fortes em Santa Catarina. Segundo o Ibope, só o Grêmio tem aproximadamente 870 mil torcedores e o Colorado tem 500 mil.

A classificação normal, ao se levar em conta todas as edições demonstra a existência de uma estrada muito longa para a Macaca chegar no patamar de concorrentes como Coritiba, participante em 12 edições e o Furacão, presente em 14 dos 15 campeonatos por pontos corridos.

Qual a saída? Diminuir os erros nas contratações, incrementar o programa de Sócio Torcedor, melhorar a infra-estrutura do Centro do Treinamento, reivindicar pagamento de melhores cotas de televisão, abandonar experimentações na comissão técnica e no gramado e ser mais democrático na relação com torcedores e associados. É demorado? Sim. Mas não há outra estrada disponível.

(texto, reportagem e análise: Elias Aredes Junior)

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