Ponte Preta quer fazer boa campanha na Série B. E trocar o pneu com o carro em movimento. Díficil!

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Incrível como ano após ano o planejamento de futebol da Ponte Preta depende de solavancos e trancos inesperados para embalar. Independente de apontarmos evolução no time titular da derrota para o Brusque para o empate com o Vasco da Gama, existe um ponto impossível de ignorar: este não é o time da Macaca que lutará nas 36 rodadas restantes da Série B do Campeonato Brasileiro.

Basta um pouco de raciocínio. Até agora foram contratados o  lateral direito Kevin, o lateral esquerdo Rafael Santos (esquerdo), o zagueiro Cleylton, o volante Lucas Cândido e os atacantes Richard, Rodrigão e Josiel.

Desses jogadores, apenas o lateral esquerdo estreou. Excetuando-se o lateral direito Kevin, que considero inferior tecnicamente ao atual titular Felipe Albuquerque, não é delírio imaginar que dessa lista pelo menos três devem assumir a titularidade assim que estiverem em forma e com a situação burocrática regularizada.

Com Ruan Renato contestado, Rayhan longe de sair do departamento médico e Edinei em claro processo de adaptação, alguém tem duvida de que Cleylton chega para ser titular na zaga pontepretana? E Lucas Cândido? Evidente que as lesões preocupam.

No entanto, em forma, focado e determinado, quem poderá contestar a titularidade do volante? Quanto a Rodrigão nem preciso esticar o papo: diante da falta de produtividade de Paulo Sérgio, a utilização do atacante vinculado ao Santos é questão de dias.

Tudo isso será feito com o campeonato em andamento.

Será necessária uma boa dose de paciência para assistir o potencial máximo desta equipe. Agora, a pergunta que fica: quantos pontos serão desperdiçados até que tudo esteja no estágio ideal? É, infelizmente planejamento é um conceito em falta no estádio Moisés Lucarelli.

(Elias Aredes Junior)