quinta-feira , 13 dezembro 2018
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Quem terá coragem de pedir desculpas publicamente para o técnico bugrino Umberto Louzer?

O domingo é de esperança. O torcedor bugrino sonha. Almeja chegar ao grupo de classificação da Série B após a vitória sobre o CSA. Está um ponto atrás do Avaí, que venceu o Sampaio Corrêa de virada. No meio do júbilo, custa aparecer a mea culpa. Não se engane. Você leu direito. Boa parte da torcida do Guarani, dirigentes, torcedores e até setores da imprensa da cidade devem um pedido público de desculpas ao técnico Umberto Louzer e sua comissão técnica, os únicos e exclusivos responsáveis, ao lado dos jogadores, pelo Guarani encontrar-se em tal situação.

Faça uma reprise na memória. Louzer começou com a guilhotina no pescoço colocada nos bastidores pelos integrantes do Conselho de Administração em janeiro. Ou embalava em cinco jogos ou nada. Respondeu com o título da Série A2.

Consciente da dificuldade da Série B, o treinador pediu reforços. Quase todos negados. Pior: debaixo de seus olhos os principais jogadores saíram: Bruno Brígido, Baraka, Bruno Nazário… O técnico não chiou e nem reclamou. Só trabalhou. A cada rodada era fritado e dilacerado nas redes sociais, sob a omissão injustificável dos integrantes do Conselho de Administração, que, em momento algum, deram declarações contínuas e sistemáticas de apoio ao trabalho. Pelo contrário: falavam mais de terceirização do que de bola na rede.

Massacre, cerco, pressão. Umberto Louzer, novo na função e na prática apenas com o apoio de Luciano Dias, sofreu em silêncio. Remontou o time, criou novas alternativas táticas e foi à luta. Perdeu o dérbi e a pressão ficou em níveis insuportáveis. Resistiu.

Falhou? Sim. Escalou errado em alguns jogos? Com certeza. Mas também é verdade que não teve um minuto de trégua. Estava na arena, com  leões de apetite aguçado, enquanto o Conselho de Administração comportava-se como um rei romano pronto para ver o espetáculo começar.

Em meio ao ódio, ressentimento e má vontade, alguns dados do treinador escapam. Umberto Louzer e seus atletas demoraram 28 rodadas para alcançar a mesma pontuação cravada no ano passado em 38 jogos. Mais um ponto ou uma vitória simples e a permanência está assegurada e com uma folga maior do que o ano passado. Outra realidade estará diante do torcedor bugrino e ausente desde 2012: o semestre inicial com Campeonato Paulista da Série A1, Copa do Brasil e Série B do Brasileirão. Louzer, a comissão técnica e os jogadores reconstruíram algo destruído há seis temporadas.

Caso o acesso aconteça, além da façanha em si, o atual elenco e funcionários dos bastidores recolocam o Guarani em uma realidade que não é degustada desde 2004. Já pararam para pensar? O Guarani não disputa primeira divisão do Paulista e do Brasileirão há quase 15 anos!

Há problemas? Lógico que há. Escalar Edson Silva é uma temeridade, os laterais não correspondem à expectativa, as opções de banco de reservas são escassas e, em muitos jogos, faltou ousadia para conseguir algo a mais.

Mesmo assim, como dizer que o trabalho é imprestável? Como ter ousadia de dizer que Louzer é um péssimo profissional? É delírio ou consequência de um país que, infelizmente, não fornece formação e informação aos torcedores de futebol. Consequência: avaliações equivocadas.

Que Palmeron Mendes Filho apareça agora e dê um apoio entusiasmado e firme ao trabalho. Que veja que analisar terceirização é uma incoerência perto daquilo que está em jogo no gramado. E que uma parte da torcida coloque a mão na consciência e perceba o erro crasso que cometeu.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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