1977, 2013 ou 2015. A arbitragem protege o Corinthians diante da Ponte Preta?

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Quando for iniciado o protocolo do confronto entre Corinthians x Ponte Preta, na quinta-feira, às 11 horas, na Arena Itaquera, todos os olhos estarão voltados ao trio de arbitragem comandado por Elmo Alves Resende da Cunha. Junto com os auxiliares Fabio Rogerio Baesteiro Bruno Salgado Rizo, o juiz goiano terá a missão de passar os 90 minutos sem registrar qualquer erro favorável para qualquer um dos times. A favor do Corinthians certamente terá a torcida pontepretana como delatora de primeira hora.

Para torcedores, dirigentes e jogadores da Ponte Preta, o histórico traz péssimas recordações. O mais recente é de 11 de abril do ano passado, quando o Corinthians venceu a Ponte Preta por 1 a 0 e um lance gerou polêmica:  o armador Renato Cajá, em condição legal, pegou o rebote de Cássio e mandou para o gol. A jogada, porém, acabou sendo anulada pelo auxiliar Vicente Romano Neto, que viu impedimento no lance. O árbitro foi Flávio Rodrigues de Souza.

Dois anos antes, no dia 28 de abril de 2013, a Macaca perdeu por 4 a 0 do Corinthians em pleno Majestoso e foi eliminada do Paulistão. Mas alguns lances geraram polêmica. No segundo tempo, o Corinthians já vencia por 2 a 0 e aos 09 minutos, o atacante corinthiano Emerson Sheik entrou em choque normal com o zagueiro Cleber dentro da área. O árbitro Raphael Claus marcou pênalti convertido por Guerrero.

Outro jogo que não cicatriza na alma do torcedor da Macaca é a do dia 13 de outubro de 1977, quando as duas equipes decidiram o Campeonato Paulista. Na ocasião, o árbitro Dulcídio Wanderley Boschillia expulsou o atacante Rui Rei no primeiro tempo e enfraqueceu a Alvinegra campineira, que perdeu o jogo por 1 a 0. “Se você me perguntar se eu ajudei o Corinthians indiretamente eu ajudei porque botei um jogador para fora que pediu talvez a expulsão. Porque ele chegou e me ofendeu, recebeu o cartão amarelo e falou um homérico palavrão. O cartão (vermelho) cai porque minha vontade era dar um murro na cara dele e continuar a jogar”, afirmou Dulcidio em entrevista ao programa “Roda Viva”, realizado em 1988. Na ocasião, o árbitro contou que soube que dirigentes queriam lhe entregar dois milhões de cruzeiros para facilitar o jogo para o Corinthians. “Se os caras aparecessem eu chamaria a polícia. Eu disse para o Vicente Matheus que deveria buscar o dinheiro porque o dinheiro nunca viria para as minhas mãos”, disse o ex-arbitro na entrevista. Dulcidio faleceu no dia 14 de maio de 1988.

(texto e reportagem: Elias Aredes Junior)

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