quarta-feira , 14 novembro 2018
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Adversários temem jogar no Brinco de Ouro? Não é a resposta correta.

Não gosto de esticar assunto, mas dessa vez o tema merece. Muitos torcedores do Guarani encontram-se furiosos em virtude do artigo que escrevi no domingo sobre a apatia nas arquibancadas nos jogos no Brinco de Ouro. Consideram que cometo uma injustiça. Que o time é ruim. O técnico não empolga. Enfim, os torcedores devem ser inocentados.

Reafirmo meu ponto de vista e vou além: os adversários temem jogar no Brinco de Ouro? Eles têm medo da pressão da torcida, do clima adverso formado e como isso reflete nos jogadores? Minha resposta é não.

Esqueçam o acesso em 2016 contra o ASA de Arapiraca, os jogos decisivos da Série A-2 e o dérbi com 18078 pagantes. São fatos excepcionais. Automaticamente gera uma mobilização aguda.

Eu quero falar de quem vem atuar em Campinas em um Campeonato por pontos corridos. Será que eles esperam jogar diante de um Brinco de Ouro lotado e com torcedores entoando cânticos até o minuto final? Ou esperam encontrar um estádio com capacidade mediana, cuja as arquibancadas ficam distantes do gramado e em silêncio? Pense, pondere.

Você pode gargantear sobre a média de público estampada no Globo Esporte.com e que mostra 4.122 torcedores por jogo, superior a da ponte com 3822.

Convenhamos que o público do dérbi, com 18078 torcedores no dia 05 de maio, ajuda a vitaminar e o resultado. Esquecemos que o Guarani está atrás de equipes que não tem um terço da tradição e do peso bugrino em termos conquistas nacionais . Basta citar: Paysandu (4555), Avaí (4559) e Vila Nova (5676).

Nem vou falar do CSA (8620) ou do Fortaleza (22273) porque aí seria flertar com a covardia. Dos que estão a frente do Guarani, o único que podemos encontrar justificativa é o Coritiba (5579 pagantes por jogo), pois foi campeão brasileiro, disputou Copa Libertadores. Ou seja, tem uma história mais pesada que seus concorrentes.

Para completar basta dizer que o Guarani perdeu confrontos diretos em casa para Fortaleza (7101 pagantes), Goiás (2781) e Avaí (5111). Jogos com públicos decepcionantes para o tamanho do confronto. Pergunto: será que realmente o oponente teme jogar no Brinco de Ouro? Será que não está na hora de uma mudança de comportamento e de postura da torcida bugrina? Um dia a coerência virá. Oremos.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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1 Comentário

  1. Eu, enquanto torcedor do Guarani, concordo 100% com sua opinião, se não fossem os mesmo 3 mil de sempre o estádio estava vazio…
    A torcida leva 2.500 pessoas pra Sorocaba e em casa não passa de 5 il em um jogo ainda mais importante?
    Não adianta nada ter média de torcida maior que o outro time da cidade, se na hora do aperto a torcida não ajud e se abala…

    E nem adianta falar que é culpa do time e do técnico pq ngm esperava que esse time chegasse nde chegou, nem o Umberto, que vem fazendo um senhor trablho com o time que tem, estrutura que tem e a zona que é o GUarani…

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