Análise: com tantas opções, como deveria jogar a Ponte Preta?

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Camilo, João Paulo, Ivan, Ernandes, Matheus Peixoto e Luiz Oyama, Luizão e Rahayan. Para os padrões técnicos da Série B, é uma equipe reforçada e com nova orientação. A derrota para o América Mineiro gerou inquietude dentro da torcida da Ponte Preta. Tal resultado não afasta uma discussão necessária: de que forma deve jogar a Ponte Preta? Qual a fórmula ideal?

Por tudo que foi feito dentro do período de pandemia, o torcedor da Ponte Preta quer e espera um time que tome iniciativa, faça a proposta de jogo, encurrale o oponente e crie um volume de jogo capaz de assegurar vitória.

Em contrapartida, temos um treinador no comando – João Brigatti- que atuou na carreira com forte marcação, fechamento dos espaços e no contra-ataque.

Justiça seja feita: o comandante da alvinegra aproveitou o período de pandemia para estudar e fazer o possível e o impossível para transformar a Macaca em uma equipe mais dinâmica e propositiva. Não será da noite para o dia.

Até porque montar essa equipe e encaixar as características dos jogadores assemelha-se a um autêntico quebra cabeça. Explico: o meio-campo, por exemplo, deverá contar com atletas que vão transitar entre cadenciar a partida ou privilegiar mais a chegada como elemento surpresa do que dinamizar e imprimir intensidade e velocidade.

Camilo vai precisar dosar sua energia enquanto que João Paulo viveu sua melhor fase vindo de trás, com a bola dominada e por vezes no preparo das jogadas nas imediações da área.

Pode ser que tal ritmo intenso seja produzido por Bruno Rodrigues, Osman, Moisés ou o próprio Zé Roberto, contratado recentemente.

Só que Brigatti ficou está diante da maça do “pecado” ofensivo. Com a chegada de Matheus Peixoto existe agora a chance concreta de trabalhar a bola mais pelos lados do campo, com os laterais Ernandes e Apodi e com o auxilio dos armadores.

Meta: buscar a linha de fundo para preparar a conclusão do neo atacante pontepretano. Uma alternativa que no futebol atual utiliza-se mais nos finais de jogos, quando a escolha é por um Sprint final.

Perceba que Brigatti ganha opções não somente nominais. Resta saber qual será o prato a ser servido no gramado para a degustação do torcedor pontepretano. (Elias Aredes Junior)