Análise: Carpini quer completar álbum na Série B com figurinha repetida. Não vai dar…

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O Guarani perdeu para a equipe semi-reserva do CSA e o técnico Thiago Carpini acredita que a adversidade foi gerada pelo rendimento ruim nos minutos iniciais. “Nós perdemos o jogo pelo nosso começo. Nos 15 primeiros minutos o time entrou muito apático, com o CSA competindo mais. Quando a equipe acordou e começou a jogar, a gente tomou conta do jogo, tivemos diversas situações. O que fica faltando é a gente ser efetivo nas chances criadas”, afirmou o técnico em entrevista coletiva virtual.

Vou discordar. Os jogadores foram dedicados. Competiram. Ninguém, absolutamente ninguém foi apático. O problema é que sua fórmula está manjada. A saída de bola trabalhada a partir da defesa com jogadores de baixo quilate técnico  despertou em Eduardo Baptista a possibilidade de adiantar a marcação e forçar o erro para na sequência retomar e ir na direção do gol de Jefferson Paulino com velocidade.

Pense um pouco: você tem uma pancada de desfalques por causa da Covid-19. Faz o gol inaugural aos 15 minutos do tempo inicial. Não tem a torcida do seu lado. Você ficaria atirado no ataque? O técnico do CSA só fez aquilo que todo mundo esperava dele em um quadro tão controverso. Deu espaço e campo e esperou para puxar o contra-ataque. O que faltou para o Guarani foi efetividade nas conclusões. Nesse ponto, Carpini está correto.

Mas é impossível ignorar a inoperância do setor de criação. Na prática, o principal armador foi Bidu, com toques diferenciados e que buscou a linha de fundo. E nas próximas rodadas certamente os oponentes farão o mesmo que o time alagoano. Porque a limitação técnica é evidente.

Resumo da ópera; o Guarani tem uma linha de trabalho. Uma maneira de jogar. Mas é preciso buscar variações. Antes que seja tarde.

(Elias Aredes Junior)