Análise Especial: o impasse de Guarani x Cruzeiro e a falta de empatia da estrutura do futebol pelo atleta

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Estamos a poucas horas do jogo entre Guarani e Cruzeiro programado para o estádio Brinco de Ouro da Princesa, nesta terça-feira, a partir das . E podemos dizer com segurança que o Conselho de Administração bugrino aguarda um milagre? Qual? Contar que os jogadores não estejam infectados com a Covid-19 após disputarem o jogo de sábado contra o CSA.

O raciocínio é lógico. Nove atletas do CSA foram detectados e afastados para o confronto contra o Guarani. Só que os reservas foram para o jogo e os exames realizados e divulgados nesta terça-feira afirmam que 80% do time está contaminado. Consequência prática: o jogo do Azulão contra a Chapecoense, marcado para quarta-feira, foi adiado.

Pergunto: como acreditar que alguns  jogadores bugrinos não estejam contaminados? Se todos passarem ilesos, além de celebrarmos o fato, temos que contabilizar no estágio do acaso.

Apresentar os exames feitos no domingo como prova de segurança resvala na falácia. Como bem disse a infectologista Rachel Stucchi a este Só Derbi, os exames para detectar uma possível contaminação no sábado só fornecem uma boa margem de segurança se forem feitos amanhã. Ou seja, o jogo contra o Cruzeiro é de alto risco. Para todos os envolvidos.

Escrevo no meio da tarde e é inadmissível que ainda o jogo esteja de pé. Especialistas já deram informações e provas de que é uma temeridade. Não é apenas desorganização ou falta de planejamento. Dá argumentos que nos levem a conclusão de que a estrutura do futebol brasileiro não se importa com a vida dos atletas. Uma lástima.

(Elias Aredes Junior)