domingo , 17 dezembro 2017
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Análise: Fernando Diniz e a diretoria do Guarani precisam entrar em entendimento. Para valer. Ou o fracasso é logo ali!

Tenho um chefe metódico. Quando vai corrigir minhas publicações na entidade sindical em que trabalho há 18 anos, nunca faz sem uma caneta em punho na mão esquerda. Faz anotações e emendas. Só de caneta vermelha. Já tivemos que adiar prazo de publicação de jornais porque o departamento não tinha o apetrecho de estimação. Implicância? Loucura? Tanto faz. É a mania dele e pronto. Resta encaixar-se na metodologia.

Conceito igual deveria ser entendido pela diretoria do Guarani com Fernando Diniz. Ele não é um treinador com vários modelos de jogo. Não é alguém talhado para montar uma equipe de acordo com as características do elenco. Nada disso. O seu futebol é de movimentação, troca de posições e arremate ao gol na hora certa.

Parece existir curto circuito no caminho, de acordo com informações do parceiro e repórter Julio Nascimento, do Só Dérbi. A apuração é cristalina: os volantes Fahel e Helder, além dos atacantes Erik e Francis, não foram solicitações da comissão técnica. A diretoria nega. Afirma que tudo está sendo feito em conjunto. Apesar da negativa diretiva, existem evidências mais do que razoáveis para supor que Fernando Diniz encontra-se desconfortável.

Basta dizer que ele indicou jogadores que já tinham trabalhado com ele, como o goleiro Felipe Alves. E por que? Sua facilidade para jogar com os pés. Neste meio-tempo, Passarelli moveu mundos e fundos para convencer a nova comissão técnica de que teria capacidade para adaptar-se à metodologia de trabalho. Como dá para garantir que ele não teria dificuldade em entrosar-se com esses atletas que não estão acostumados com ele?

Repare: a culpa não é de Fernando Diniz. Ele é ótimo treinador. Com conceitos táticos modernos e antenado com aquilo que existe de moderno no futebol europeu. Só existe um empecilho: os resultados só acontecem em médio e longo prazo. Pode ocorrer o contrário e o técnico empreender uma campanha avassaladoura na Série A-2? Pode. Não é o normal.

Não há existe saída. Ou o Guarani move esforços para contratar jogadores conscientes do que deseja Fernando Diniz ou notícias e especulações sobre desencontros nas contratações serão cada vez mais corriqueiras. O passo inicial é simples: o Guarani admitir que contratou um cozinheiro especialista em cardápio internacional e não um comandante de rede de fast food.

(análise de Elias Aredes Junior- Foto de Rafael Fernandes-Guarani Press)

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4 Comentários

  1. Para o Bugre, trabalho à longo prazo é quando estivermos na Série A. Agora, precisamos é subir urgentemente.

    • Discordo total dessa afirmação que trabalho a longo prazo é só quando estiver na série A…
      quer dizer entao que vai deixar pra pensar a longo prazo só dps que subir?
      Ai cai no ano seguinte…
      Parece as vezes que a torcida, assim como a diretoria nao aprende com os erros…
      o Guarani precisa urgentemente subir pra A1? Precisa, mas tbm precisa pensar a médio e longo prazo, principalmente em se tratando de um técnico como Fernando Diniz, que precisa desse trabalho a medio e longo prazo pro time assimilar e jogar pelo coletivo..
      Se fosse pra jogar na fogueira e contratar qualquer um que ficasse com o Lisca, depois do milagre de fazer aquela galera que estava morta jogar no fim da serie B.

      Não é a toa que o guarani esta desde 2010 longe da série A, é justaente pq nao pensou no futuro.. parou no tempo, só olho pra tras e ficou no imediatismo.
      Quer exemplo maior dessa falta de pensamento futuro? – Demissão do Vadão esse ano… qual o motivo dela? até hoje estou tentando entender…

    • Então profeta,dificilmente o trabalho com Fernando Diniz dara certo.
      Todos os clubes que o contrataram pro imediatismo se deram mal.

  2. Aí que mora o perigo. Existe um desalinhamento nos ideais. O Palmeron disse que a série A2 servirá de laboratório. Fernando Diniz quer trazer ao clube uma nova metodologia de trabalho, um trabalho mas que precisa de tempo para ter resultado. Esse enfrentamento com o imediatismo da diretoria e até do torcedor (me incluo) ficará mais latente com a redução de gastos na série A2, com o regulamento da série A1 que permite inscrever somente 25 atletas, exceção aos atletas da base que não há nenhuma limitação, além da necessidade do Guarani retornar urgentemente para a série A1 que pode trazer não só mais receita ao clube, como o retorno à Copa do Brasil e certamente atrairá mais investidores caso exista um projeto concreto de “terceirizar” o depto de futebol do clube.

    Tem muita coisa em jogo e o Fernando Diniz precisa sobreviver a tudo isso para ter continuinade na série B. Obviamente que o Diniz vai ter que aceitar algum jogador indicado pela diretoria , vai ter algum jogador de confiança contratado pela diretoria e vai ter que recuperar atletas que já estão no clube, utilizar jogadores da base e adaptar a sua filosofia de trabalho aqui no Guarani.

    Como em uma negociação, é preciso que ambas as partes recuem um pouco para que no fim todos saiam satisfeitos. Caso contrário, o primeiro a cair é o Diniz e um primeiro semestre foi jogado na lata do lixo.

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